
Na manhã deste domingo (05), o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou nos Estados Unidos, onde participará de uma audiência pública sobre a possível aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
O encontro será na terça-feira (07), promovido pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que abriu uma investigação comercial contra o Brasil. Flávio será um dos expositores no segundo e último dia de debates.
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O jornal Metrópoles teve acesso aos documentos enviados pelo senador ao USTR, com os argumentos que serão apresentados na audiência. Nos discursos, vai culpar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas “práticas desleais” de comércio que os EUA acusam o Brasil de cometer.
No documento enviado ao USTR, Flávio anexou reportagens que, segundo ele, demonstram supostas manifestações hostis do presidente Lula contra os EUA, o dólar e o governo de Donald Trump.
O parlamentar também pede que a administração norte-americana suspenda a aplicação da sobretaxa ao Brasil, pelo menos até a realização das eleições presidenciais de 2026. Segundo o senador, a adoção da tarifa neste momento poderia fortalecer o discurso do Palácio do Planalto em defesa da soberania nacional, beneficiando Lula eleitoralmente.
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O senador ainda defende que o Pix seja retirado do centro da disputa comercial. No documento, argumenta que o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos é uma infraestrutura soberana, comparável ao FedNow, operado pelo Federal Reserve, e não um mecanismo de concorrência desleal, como sustentam parte das empresas americanas do setor financeiro.
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