
Nesta terça-feira (06), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende usar a nova composição do Congresso para promover mudanças na Constituição. Durante ato em Goiânia ao lado do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), senador disse que terá maioria no Senado e na Câmara para “mudar a Constituição” e “redemocratizar o país”.
“Temos maioria no Senado e na Câmara para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar o país”, afirmou. Flávio não deu detalhes sobre quais mudanças pretende fazer no texto constitucional nem quais propostas seriam apresentadas caso seja eleito.
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O senador terminou o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro.
A declaração ocorre após uma forte expansão da direita no Congresso nas eleições de domingo. O PL, partido de Flávio, terá as maiores bancadas nas duas Casas a partir de 2027. Serão 121 deputados, contra os 99 atuais, e 28 senadores, quase o dobro dos 15 que a sigla tem hoje.
O resultado abre espaço para que o candidato, caso vença o segundo turno, forme uma base mais ampla para aprovar propostas de interesse de sua campanha. Na Câmara, o PL, somado ao Novo, que declarou apoio a Flávio, parte de um bloco de 131 deputados. Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), no entanto, são necessários 308 votos, o equivalente a três quintos da Casa em dois turnos.
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A avaliação entre parlamentares é que Flávio precisaria atrair uma parcela significativa das bancadas de partidos de centro e do Centrão para alcançar esse número. Entre as siglas que podem ser alvo dessa articulação estão União-PP, Republicanos, PSD, MDB e Podemos, além de partidos menores como PSDB, PRD, Solidariedade e Avante.
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