
A suspeita de uso político de informações sigilosas em benefício da chapa de Flávio Bolsonaro pode levar à cassação e inelegibilidade caso se confirme o abuso.
O Grupo Prerrogativas apresentou uma representação pedindo apuração sobre o uso de informações sigilosas das operações Sem Desconto e Compliance Zero contra a chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O objetivo é verificar se houve abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação.
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Pedidos dos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida solicitaram: identificação dos responsáveis pelos vazamentos, reconstrução da cadeia de custódia dos documentos sigilosos e levantamento de registros eletrônicos e perícia para rastrear a origem dos materiais.
Caso seja comprovado o uso eleitoral de informações protegidas por segredo de Justiça, a chapa de Flávio Bolsonaro pode ser cassada. Pode haver ações por abuso de poder político, levando à inelegibilidade de até oito anos para envolvidos.
A apuração não busca responsabilizar jornalistas ou fontes da imprensa, mas esclarecer quem teve acesso às provas e como elas circularam até chegar à campanha de Flávio Bolsonaro.
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“O pedido de investigação tira a campanha do Flávio do lugar de quem revela e a coloca no lugar de quem tem que explicar: a pergunta deixa de ser o que dizem as conversas do Lulinha e passa a ser como elas chegaram ao coordenador de campanha e ao candidato a vice. Caso se verifique abuso de poder, cabe ação específica com pedido de cassação de registro ou diploma e inelegibilidade de oito anos para quem contribuiu.”
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