
O 14º Fórum de Lisboa, conhecido também como “Gilmarpalooza”, acontece de 1º a 3 de junho de 2026, em formato concentrado de três dias. É considerado a maior arena de articulação política brasileira fora do país.
Informações da Folha de S.Paulo. Apelido “Gilmarpalooza” surgiu em referência ao ministro do STF Gilmar Mendes, que liderou os convites e é visto como anfitrião do encontro, e o festival de música “Lollapalooza”.
Contudo, o evento ocorre em contexto polêmico sob a sombra do escândalo do Banco Master, considerado um dos maiores casos de fraude financeira das últimas décadas, envolvendo figuras da política e do Judiciário.
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Apesar de algumas desistências, a presença de autoridades brasileiras é expressiva. Estão confirmados Alexandre de Moraes, mais de 20 ministros, 23 congressistas e governadores. Flávio Dino cancelou após acidente doméstico.
Gilmarpalooza faz sucesso e recebe críticas
O fórum discute “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania”, com foco no retorno de Donald Trump à Casa Branca, além de pautas como o acordo União Europeia-Mercosul e o avanço da Inteligência Artificial no Brasil.
Há forte questionamento sobre o uso de dinheiro público. Pelo menos 135 autoridades e servidores de 54 órgãos tiveram viagens custeadas por impostos, número considerado subestimado.
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“Estamos fazendo talvez um dos maiores eventos que já fizemos, com mais de 470 palestrantes e disputas por lugar. Talvez pessoas que não queiram ir ao Fórum e queiram ser simpáticas à ideologia [de setores da imprensa] estejam ecoando isso, mas não percebemos isso, felizmente. Não sei quem plantou essa ideia de que o problema é o ‘Gilmarpalooza’, mas para nós é uma coisa muito naïve (ingênua, infantil)”, disparou o ministro Gilgil para a Folha.

Crédito para a foto: Rosinei Coutinho/STF
Sobre os gastos, o fórum é enfático: “A eventual participação de servidores decorre de decisão autônoma dos respectivos órgãos, observadas as normas de cada instituição, não possuindo a organização qualquer ingerência sobre custeios realizados por terceiros”.
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