
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, indicado por Lula, antes visto como alinhado às posições de Moraes, tem adotado uma postura mais independente em casos envolvendo Jair Bolsonaro.
Gonet emitiu parecer favorável à aplicação imediata da Lei da Dosimetria aprovada pelo Congresso, que altera critérios de dosimetria e execução penal, beneficiando Bolsonaro e outros condenados. Essa posição contrariou Moraes, que havia suspendido a lei em maio. Informações de Malu Gaspar do O Globo.
Em outro parecer, Gonet não considerou falta disciplinar o episódio da apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro, encontrada com um militar de sua segurança. Moraes havia sugerido que isso poderia justificar a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente, mas Gonet discordou.
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Integrantes da cúpula da Procuradoria avaliam que Gonet tenta se desvincular da influência de Moraes, após críticas internas e externas. Esse movimento é visto como uma “autocrítica incentivada” e uma tentativa de preservar sua posição e imagem.
Sua recondução ao cargo em 2025 foi aprovada por margem estreita no Senado, refletindo a rejeição a Moraes entre parlamentares. Agora, Gonet busca equilibrar sua atuação para não desagradar tanto a base política.
Há quem veja os movimentos de Gonet como estratégicos para garantir sobrevivência política e preservar chances de nova recondução em 2027, quando o Senado deve estar ainda mais inclinado à direita e Moraes assumirá a presidência do STF. Ele também deixou caducar o caso das joias e da CPI da Covid.
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