
O Itamaraty convocou a representante da embaixada argentina no Brasil, María Emilia Cortés, para pedir esclarecimentos sobre a saída do senador Flávio Bolsonaro rumo aos Estados Unidos após passar pela Argentina.
Segundo a reportagem do Bom Dia Brasil na Globo, o governo argentino confirmou que Flávio e sua família embarcaram em um avião particular que partiu de Puerto Iguazú, na província de Misiones.
O governo brasileiro teria decidido evitar um conflito diplomático com a Argentina e tratar o caso como uma questão do senador com o Judiciário brasileiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi aconselhado a não continuar comentando o assunto.
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A família cruzou a fronteira por Foz do Iguaçu, entrou na Argentina, embarcou em um jatinho particular, fez escala em Guayaquil (Equador) e seguiu para Fort Lauderdale, na Flórida (EUA).
Flávio deixou o Brasil após decisão do STF que determinou a entrega de seus passaportes à Polícia Federal em uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro. A defesa nega irregularidades.
Autoridades dos EUA autorizaram sua permanência no país por um ano e que ele teria ingressado utilizando um passaporte diplomático cancelado.
A Polícia Federal já havia apontado risco de fuga ao pedir medidas cautelares contra o senador, citando declarações públicas de Eduardo Bolsonaro, além da capacidade financeira e de estruturas no exterior que poderiam facilitar sua permanência fora do Brasil.
“Em entrevista concedida recentemente nos Estados Unidos, EDUARDO BOLSONARO, irmão do Senador FLÁVIO BOLSONARO, defendeu publicamente que este deixe o país caso não obtenha êxito no pleito eleitoral. Cabe recordar que EDUARDO BOLSONARO foi recentemente condenado pelo crime de coação no curso do processo“, declarou policial concursado da Polícia Federal.







