
A ministra do governo Lula Esther Dweck afirmou que 2026 deve marcar o pior resultado da história dos Correios, com prejuízo superior ao de 2025 (R$ 8,5 bilhões). Esse desempenho negativo já estava previsto no plano de reestruturação e seria uma etapa necessária para a recuperação futura da estatal.
Em entrevista ao O Globo, a beldade revelou que o déficit primário da empresa deve crescer em 2026, em parte devido ao empréstimo de R$ 12 bilhões obtido no fim de 2025. Apesar disso, o governo considera que não há descontrole, pois os gastos seguem o planejamento.
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A situação vem após a desastrosa taxação das blusinhas. Isso porque o governo não previu que os Correios seriam prejudicados quando o público evitasse compra em sites como Alibaba, Aliexpress e Shein, que diferente da Shopee e Amazon que tem sedes no Brasil, usavam principalmente nossos servidores de entregas.
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A ministra contou que a adesão ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) ficou abaixo do esperado, mas já havia planos de contingência para essa possibilidade. Os Correios estão buscando novas parcerias, recuperando contratos e melhorando prazos de entrega. Uma negociação com a Receita Federal pode gerar receita adicional ao assumir a logística de materiais apreendidos.

Além dos Correios, a Emgepron também impacta o déficit, mas apresenta lucros e investimentos relevantes, diferentemente da situação dos Correios. Agora, o governo está preocupado com possíveis aumentos expressivos no teto salarial do funcionalismo (hoje em R$ 46,3 mil), defendendo reajustes apenas dentro da inflação.
Dweck criticou decisões do STF que determinam contratações específicas em órgãos públicos, como no caso da CVM (Comissão de Valores Imobiliários), por comprometerem o planejamento orçamentário do Executivo. O governo tem feito mais de 50 medidas de modernização administrativa, incluindo digitalização e cooperação com estados e municípios. A ministra reforçou que não existe “bala de prata” para a Reforma Administrativa, mas sim um processo contínuo.
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