
A ex-senadora Kátia Abreu, coordenadora da campanha de Lula no Tocantins, defende que o vice-presidente Geraldo Alckmin tenha mais destaque na campanha eleitoral e que a primeira-dama Janja da Silva participe menos.
Segundo ela, em entrevista para Sergio Roxo do GLOBO, a questão não seria de gênero, mas de estratégia eleitoral. Kátia Abreu argumenta que Alckmin ajuda a atrair empresários, o mercado financeiro e eleitores de São Paulo, enquanto a exposição atual de Janja não estaria gerando ganhos eleitorais.
A ex-senadora evita comentar uma mensagem privada que recebeu de Janja após suas declarações, dizendo não querer transformar o episódio em fofoca política.
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Ela elogia a possibilidade de Alckmin assumir o Ministério da Fazenda, afirmando que ele teria capacidade para montar uma equipe qualificada e conduzir a agenda econômica.
Kátia Abreu critica a comunicação do terceiro governo Lula, afirmando que programas e realizações não chegaram adequadamente à população. Para ela, isso contribuiu para o desempenho eleitoral abaixo do esperado.
Também avalia que a ampla coalizão política que apoiou Lula em eleições anteriores não se refletiu plenamente na composição e na condução do governo, deixando aliados insatisfeitos.
Ela defende ampliar a participação de lideranças, especialistas e comunicadores na campanha e faz críticas ao comando da comunicação governamental.
Sobre o agronegócio, afirma que o setor tende historicamente à direita, mas sustenta que governos anteriores do PT tiveram boa relação com produtores rurais.
Por fim, diz que se considera de centro-direita, mas sem preconceitos ideológicos, e justifica sua aproximação com o PT por reconhecer políticas que considera positivas para o agronegócio e para a relação entre produtores e ambientalistas.
“Nesta hora, qual é a prioridade: aparecer ou eleger o marido? Para mim, é eleger o Lula. Não se trata de implicância com ela, se trata de uma implicância com o excesso dela que não está gerando coisas positivas“, disparou.







