
O governo Lula decidiu não aderir à aliança internacional sobre minerais críticos e terras raras anunciada pelos Estados Unidos, sob comando de Donald Trump.
A proposta, que reúne 54 países e a União Europeia, foi apresentada na quarta-feira (4) com o objetivo de criar um bloco comercial para controlar a produção e os preços desses recursos estratégicos, tirando a liderança da China.
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A recusa será tratada no encontro marcado entre os presidentes Lula e Donald Trump, em março, na Casa Branca. O Planalto acredita que a negativa não afetará a relação bilateral. Na avaliação interna, a ideia americana é vista como uma “camisa de força” que visa apenas aos interesses dos EUA.
O sinal de desinteresse já havia sido dado: o Brasil enviou para a reunião preparatória apenas um diplomata de nível operacional, lotado na embaixada em Washington. Uma fonte do governo explicou que a participação foi “mais para ter conhecimento da ideia e acompanhar os discursos sobre o tema”.
Como detentor da segunda maior reserva mundial desses minerais, atrás apenas da China, o Brasil quer dominar todo o ciclo industrial, do processamento à produção de bens de alto valor, evitando ser apenas um fornecedor de matéria-prima.
O plano é negociar bilateralmente com vários parceiros, incluindo União Europeia, China e Índia. O assunto estará na pauta das próximas viagens de Lula à Índia e à Coreia do Sul.
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