
Lula se desvinculpou da indicação de Moraes ao STF, criticou a postura de Flávio Bolsonaro e reforçar sua defesa da democracia e de julgamentos justos.
Em entrevista no Desce a Letra Show, ele afirmou que não era presidente quando Alexandre de Moraes foi indicado ao STF, lembrando que a indicação foi feita por Michel Temer em 2017 e aprovada pelo Senado.
“Veja, eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte. Ele era senador, ele deve ter votado no Alexandre de Moraes. Eu não era presidente quando eles indicaram o Kássio Nunes Marques, ele deve ter votado. Eu não era presidente quando eles indicaram o o André Mendonça. Portanto, ele é o culpado e não eu”, disparou.
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Lula rebateu acusações de Flávio Bolsonaro, que tenta associá-lo a Moraes. Ele destacou que não foi responsável pelas indicações de Moraes, Kássio Nunes Marques ou André Mendonça, todas feitas por outros presidentes.
O presidente comentou que a “bronca” de Flávio contra Moraes não é por causa de Daniel Vorcaro, mas porque Moraes prendeu seu pai, Jair Bolsonaro, e golpistas ligados ao 8 de janeiro, além de ter atuado em casos como o assassinato de Marielle Franco.
“Você veja uma coisa, o que que é mentira. Nós estamos vendo aquele julgamento na Suprema Corte. Ontem o meu adversário gravou um vídeo dizendo que eu sou responsável pelo Alexandre de Moraes, porque a obsessão dele é pegar o Alexandre de Moraes. Mas ele não quer brigar com Alexandre de Moraes por causa do banco Master“, revelou.
“Ele sabe que tem o rabo preso com o banco Master, mais do que qualquer outra pessoa. A raiva dele do Alexandre de Moraes é porque o Alexandre de Moraes sabe, mandou prender o cara que matou a Marielle. A bronca dele do Alexandre de Moraes é que prendeu o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de janeiro. Então, esse é o pavor dele. E a bronca dele é porque essa apuração que tá tendo na Suprema Corte vai descobrir quem é de verdade que está metido nisso”, disse.
Lula ressaltou que Moraes prestou “dois grandes serviços à democracia brasileira” e defendeu julgamentos justos, com direito de defesa, para todos os envolvidos em casos como o do banco Master.
O petista classificou como “mentira” a tentativa da ultradireita de vinculá-lo à indicação de Moraes, apontando isso como parte de uma estratégia política.






