
Foto: Carlos Moura/SCO/STF
O plenário do Supremo Tribunal Federal foi palco de um embate intenso entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça. Gilmar, decano da Corte, disparou a frase contundente: “quem não se dá respeito não merece respeito”, em resposta às críticas de Mendonça. A troca de acusações expôs não apenas divergências jurídicas, mas também tensões políticas internas.
O estopim da discussão foi a condução de um inquérito por Mendonça, que Gilmar acusou de ter caráter político-eleitoral. Ele citou como exemplo a escolha de datas simbólicas, como o 7 de Setembro, para movimentar o processo. Mendonça reagiu de forma dura, classificando Gilmar como leviano e exigindo respeito ao Tribunal, o que elevou ainda mais o tom da sessão.
O pano de fundo do julgamento era a análise sobre se a Polícia Federal poderia investigar o ministro Alexandre de Moraes por suposta ligação com Daniel Vorcaro, acusado de liderar uma fraude financeira bilionária. O relatório da PF apontava contratos milionários entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, levantando suspeitas de favorecimento. Esse ponto trouxe à tona a delicada questão da independência e da responsabilidade dos ministros do STF.
Gilmar Mendes disse que há “um viés político eleitoral” na maneira como o tema foi conduzido nos autos, chamando-a de “condução mafiosa”.
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“Com toda a sinceridade, escolha de data, 7 de Setembro. Todo esse cenário. Envolvendo esta Corte em campanha eleitoral [..] Pessoas decentes não fazem isso”, disparou Gil. Mendonça, depois disso, tomou a palavra, definiu a fala de “leviana” e exigiu para que Gilmar não apontasse o dedo.
“Não aponte o dedo para mim, não está falando com qualquer um“, detonou o ministro.
Gilmar Mendes perde a linha com Mendonça durante julgamento no STF: "Não aponte o dedo para mim" pic.twitter.com/eIuyf1qubb
— ipqp (@_ipqp) September 15, 2026
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