
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que, durante conversa telefônica realizada nesta sexta-feira, 21, o líder norte-americano Donald Trump admitiu que a imposição de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros foi uma medida equivocada.
Durante agenda pública em Belo Horizonte (MG), Lula relatou ter argumentado que as taxas aplicadas pelos EUA apoiaram-se em justificativas inverídicas, destacando que o Brasil registra índices historicamente baixos de desmatamento e atua no combate ao trabalho análogo à escravidão.
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Segundo o chefe do Executivo, Trump aceitou os argumentos e orientou sua equipe de comércio a agendar uma rodada de negociações.
O Palácio do Planalto informou que ambos concordaram com a importância de manter a relação comercial entre as nações. Ficou acertada uma conferência virtual para a próxima semana entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, e o representante do Escritório de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, para tratar da revisão das tarifas.
O governo norte-americano oficializou as taxas após uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Washington justificou a medida pontuando as Alegações ambientais e de direitos humanos na cadeia produtiva brasileira.
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O governo americano argumenta que o sistema de pagamentos brasileiro prejudica empresas de tecnologia financeira dos EUA por criar uma concorrência desigual. Questionamentos sobre propriedade intelectual, acordos comerciais preferenciais, corrupção e subsídios ao etanol.
O governo brasileiro contesta firmemente todas as justificativas, classificando os argumentos como “infundados” e “baseados em mentiras”
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