
O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, igreja neopentecostal da teologia da prosperidade, acabou virando réu nesta terça, 28 de abril.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu tornar o pastor Silas Malafaia réu após o crime de injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e outros generais do Exército de Caxias.
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Malafaia sofreu denúncia por injúria e calúnia pela Procuradoria-Geral da República (PGR) após comentários feitos durante uma manifestação em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro, que aconteceu em São Paulo.
Silas Malafaia vira réu
No decorrer do ato, em abril de 2025, o religioso, que é apoiador de Bolsonaro, definiu os generais como “frouxos, covardes e omissos”. Ele também declarou que os oficiais “não honram a farda que vestem”.

O placar da votação foi apertado, em 2 votos a 2. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram em favor da denúncia pelos crimes de injúria e calúnia, de acordo com solicitação da PGR. Contudo, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia entenderam apenas injúria.
Diante da situação, os ministros aplicaram a compreensão de que o réu deve ser favorecido diante de um empate na votação. Sendo assim, o evangélico virou réu apenas pelo crime de injúria.

No processo, o bispo disse que usou “palavras fortes” para detonar os generais e que não citou nominalmente Tomás Paiva. Ele também disse que se retratou das falas e argumentou que não pode ser julgado pelo STF porque não é político com foro.
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