
A desistência de Ricardo Salles mexeu com o tabuleiro da eleição para o Senado em São Paulo, provocando críticas das candidatas progressistas e sendo vista como estratégia de unificação pela direita.
O deputado do partido Novo anunciou, a apenas seis dias do primeiro turno, que está fora da disputa pelo Senado em São Paulo e declarou apoio a Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), ambos aliados do governador Tarcísio de Freitas.
Marina Silva (Rede) chamou a decisão de “vale-tudo” e disse que ela desrespeita os eleitores de Salles. Destacou que São Paulo poderia eleger duas mulheres (ela e Simone Tebet) e defendeu coerência na reta final da campanha.
“A desistência da candidatura do Ricardo Salles ao Senado desrespeita seus eleitores ao abandoná-los às vésperas da votação, num vale-tudo do grupo da direita para conter o avanço das duas candidatas mulheres do campo progressista“, disse Marina à TV TEM, afiliada da Globo em Sorocaba e Região.
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Simone Tebet (PSB) afirmou que Salles “se rendeu ao Centrão” e reforçou sua candidatura como independente e corajosa. “Salles se rendeu ao Centrão! Nossa candidatura agora é a única com independência e coragem pra defender São Paulo no Senado Federal“, disparou a beldade.
André do Prado (PL), antes crítico de Salles, disse não guardar ressentimento e que pretende “virar a página”, vendo a união da direita como forma de avançar em São Paulo.
Guilherme Derrite (PP) classificou a desistência como um “gesto altruísta” que fortalece as candidaturas apoiadas por Tarcísio.
A saída de Salles ocorre em meio a uma disputa acirrada pelas duas vagas de SP no Senado. Pesquisa Datafolha mostrava Marina com 15%, Tebet com 14%, Derrite e Prado com 12% cada — todos tecnicamente empatados. Salles tinha 4%.
Segundo Salles e Tarcísio, a decisão busca evitar a divisão dos votos da direita e unificar o grupo político no estado.







