
Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, levou ao pai — preso em novembro de 2025 — o livro Metanoia – A Chave está em sua mente, escrito pelo bispo JB Carvalho, que critica a Santa Igreja Católica.
Matéria do GLOBO de Lauro Jardim de 25/11/2025 expõe: “Livro que Flávio levou para Bolsonaro propõe transição de ‘pensar quadrado’ para ‘consciência expandida'” e expõe que o rapaz deu o livro “Metanoia” para o pai.
Carvalho é líder da igreja evangélica Comunidade das Nações, uma instituição religiosa que há anos mantém proximidade com a família Bolsonaro.
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O autor propõe uma “transformação profunda” da mente, defendendo que a verdadeira libertação espiritual depende de romper com tradições que, segundo ele, corrompem o Evangelho.
Carvalho critica duramente os santos católicos, afirmando que seriam apenas versões cristianizadas de antigos deuses pagãos.
No capítulo “Guerra Cultural”, ele argumenta que o cristianismo histórico teria absorvido práticas pagãs, o que resultou na veneração de santos e na consolidação de uma religiosidade que, em sua visão, desvia da mensagem original de Cristo.

Ele associa esse processo ao gnosticismo e ao “inimigo” que teria adulterado a fé, contrapondo a cultura católica medieval à Reforma Protestante, que, segundo ele, teria restaurado princípios bíblicos autênticos.
JB Carvalho já havia publicado A Bomba – A verdade pode ser explosiva, obra em que pede explicitamente a destituição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
Em cultos e escritos, ele chama a devoção à imagem da santa de “fraude” e “engodo”, acusando-a de ser uma construção cultural que aprisiona o país. Vai além, associando a figura da padroeira nacional a uma “entidade macabra” e até ao braço direito de Satanás, numa retórica que busca demonizar a tradição católica.
Em seus textos, chega a classificar Maria como “Deusa da promiscuidade”, vinculando sua veneração a problemas sociais e econômicos do Brasil, como se fosse um símbolo das mazelas nacionais.
O bispo conclama seus seguidores a “destronar” Nossa Senhora Aparecida, O gesto de Flávio Bolsonaro, ao entregar esse livro ao pai, reforça a conexão entre a família e uma visão religiosa radical que se opõe frontalmente ao catolicismo tradicional, especialmente à devoção mariana, que é um dos pilares da fé popular brasileira.







