
A médica Marcella Segato de Sousa Melo, profissional terceirizada que atuava no Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia (GO), foi demitida do cargo. O nome da ginecologista e obstetra viralizou após a profissional falar, em um grupo de médicos da unidade, para que ninguém concedesse alta a pacientes petistas durante o fim de semana de eleições.
Em nota, Marcella afirmou que a mensagem enviada em um grupo privado de profissionais não se transformou em conduta inadequada e que nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada por preferência política. As informações são do jornal O Globo.
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Segundo a médica, todas as pacientes foram avaliadas e receberam alta exclusivamente de acordo com critérios clínicos. Ela também afirmou que, desde 2017, realizou milhares de partos de mulheres com diferentes origens e convicções.
O caso aconteceu no dia 2 de outubro, dois dias antes das eleições do primeiro turno. Marcella, que é ginecologista e obstetra, publicou mensagens em um grupo de WhatsApp que reúne profissionais da maternidade, sugerindo que não permitissem a alta de supostos eleitores ou simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT).
A publicação recebeu reações de 12 participantes do grupo, com emojis de risadas, sinal de positivo e bandeira do Brasil. Uma pessoa respondeu: “Combinado”. Não foi possível confirmar se algum profissional seguiu a orientação e deixou de conceder alta a alguma paciente por causa de preferência política.
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Segundo a assessoria da unidade, Marcella era contratada por uma empresa responsável pela prestação de serviços à organização social que administra a maternidade. O hospital afirmou que as mensagens foram enviadas em um grupo privado de médicos e representavam manifestações pessoais, sem relação com a posição institucional da unidade. Antes de ser demitida, a médica havia sido afastada das funções durante a apuração do caso.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) disse que as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas pela instituição das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo.
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