Médicos que atenderam exclusivamente Jair Bolsonaro expõem calote

Médicos revelam calote após atender Bolsonaro

Vinícius Carvalho
Vinícius Carvalho
Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro
Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro. (Fotos: Agência Brasil/Reprodução YouTube/Montagem Área VIP)

Pelo menos três médicos da Secretaria de Saúde do DF afirmam não ter recebido pelos plantões realizados entre janeiro e março de 2026 para atender o ex-presidente Jair Bolsonaro no 19º BPM, conhecido como Papudinha.

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Informações do Metrópoles em matéria de João Paulo Nunes. Um dos profissionais relatou ter quase R$ 15 mil a receber pelos plantões, que incluíram turnos noturnos e fins de semana.

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Os plantões foram determinados após decisão do ministro Alexandre de Moraes, que exigiu assistência médica 24h para Bolsonaro. Os médicos alegam que seguiram todas as instruções da SES-DF para registrar os plantões, mas os pagamentos não foram incluídos nos contracheques. A secretaria informou que o processo foi feito de forma errada, mas não apresentou solução.

Durante os 57 dias em que Bolsonaro esteve preso, os médicos o atenderam exclusivamente, chegando a acompanhá-lo em caminhadas por receio de quedas.

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Os plantões foram encerrados em 26 de março, quando Bolsonaro passou para prisão domiciliar. Com pelo menos quatro meses de atraso, os médicos aguardam pagamento e cogitam entrar na Justiça caso não recebam em breve.

Bolsonaro
Bolsonaro

Os médicos dizem ter seguido todas as instruções da SES-DF para registrar os plantões, mas os pagamentos não apareceram nos contracheques. A secretaria alegou erro no processo, sem apresentar solução até o momento.

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Um dos médicos afirmou que ninguém iria lá apenas por patriotismo de cuidar do capitão. “A gente só foi trabalhar porque eles falaram que iam pagar como TPD; se fosse só por banco de horas, ninguém iria. Eles nunca falaram nada em relação a isso aí, que se tinha… se estava de forma certa ou não, sendo que a gente confiava porque era eles que falavam com a gente em um número da SES”, disparou um doutor.

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