
O senador Davi Alcolumbre, em declarações oficiais, negava conhecer o banqueiro Daniel Vorcaro. No entanto, mensagens interceptadas pela Polícia Federal revelam uma relação próxima, marcada por intimidade e confiança.
Informações da Veja por Robson Bonin e Laryssa Borges. Em diversos diálogos, ambos trocam declarações de amizade e até de “irmandade”, evidenciando uma parceria que contrasta fortemente com a versão pública apresentada pelo parlamentar.
As mensagens mostram que Alcolumbre recorria a Vorcaro em diferentes situações, enquanto o banqueiro buscava apoio político e institucional. Um dos episódios mais relevantes envolve a atuação de Alcolumbre para barrar a criação de uma CPI sobre o caso Master, utilizando manobras regimentais no Senado.
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Vorcaro organizava encontros sofisticados, regados a bebidas caras e presença de mulheres estrangeiras, que contavam com a participação de Alcolumbre e outras autoridades. Esses eventos não eram apenas sociais, mas também funcionavam comp espaços de articulação política e aproximação entre empresários e figuras públicas.
Ministros do Supremo Tribunal Federal, procuradores e políticos foram mencionados em encontros patrocinados por Vorcaro. Um exemplo emblemático foi uma degustação em Londres, avaliada em milhões de reais, que reuniu nomes influentes da política e da Justiça. As conversas revelam preocupação dos envolvidos com possíveis vazamentos sobre essas confraternizações, indicando consciência dos riscos de exposição.
Vorcaro teria oferecido colaborar com a Justiça, revelando supostos pagamentos secretos a Alcolumbre, incluindo depósitos de até 30 milhões de dólares em contas no exterior. Apesar da gravidade das acusações, o acordo de delação não foi aceito, e Alcolumbre negou categoricamente qualquer envolvimento com tais práticas.

O Supremo Tribunal Federal rejeitou recurso que buscava instalar a CPI, alegando falta de provas concretas de omissão por parte de Alcolumbre. Paralelamente, surgem pedidos para que sejam divulgados registros de entrada e saída no Senado, o que poderia esclarecer a frequência de encontros entre o senador e o banqueiro.
“Fala meu amor”, diz Davi. “Muito obrigado por tudo, em especial pelo seu carinho e amizade fraterna! Sou seu irmão. Pra vida toda”, prosseguiu. “E eu seu. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer”, responde o banqueiro fisiculturista.







