
O ministro da Saúde classificou como “repugnante” a fake news criada pelo deputado Nikolas Ferreira, que distorceu uma fala de Lula sobre prevenção do câncer de próstata, dando a entender algo relacionado a abuso sexual ou pedofilia.
“Eu acho repugnante uma tentativa que está sendo feita de transformar uma fala do Presidente da República, de orientação para prevenção do câncer, da importância do toque de próstata para os homens, da importância do toque vaginal para as mulheres na prevenção do tratamento do câncer. A tentativa nesse ambiente pré-eleitoral de tentar fazer qualquer relação disso com abuso sexual, com pedofilia. É repugnante”, disse o ministro em agenda no Pará.

Padilha lembrou que a mãe de Lula, Dona Lindu, morreu de câncer de colo de útero e destacou a importância de exames preventivos como o Papanicolau. Ele também mencionou que durante o governo anterior houve fake news sobre a vacina do HPV, o que atrasou a imunização de adolescentes. No atual governo, segundo ele, houve recorde de cobertura vacinal contra o HPV.
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“A mãe dele morreu por câncer de colo de útero. Se há décadas atrás a gente tivesse uma cobertura maior do Papanicolau, das ações de prevenção ao câncer de colo de útero, talvez a mãe dele não tivesse morrido com 65 anos”, disse.
O presidente também desmentiu Nikolas Ferreira, chamando-o de “canalha”. Explicou que sua fala se referia à dificuldade dos homens em fazer exames preventivos, comparando com a maior disposição das mulheres para cuidar da saúde.
A campanha de Lula entrou com representação no TSE contra publicações que retiraram sua fala de contexto. O PT acusa Nikolas Ferreira de usar trechos do discurso para dar outro sentido, e pede retirada dos conteúdos, proibição de novas postagens semelhantes e aplicação de multa.







