
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) está sob investigação pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) após compartilhar um documento falsamente atribuído à Polícia Federal (PF).
A ação foi motivada por uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), que investiga possíveis abusos de poder político e uso indevido de meios de comunicação.
As conversas entre Nikolas e Vorcaro, que foram reveladas a partir de um celular do banqueiro, incluíam áudios e mensagens onde Nikolas solicitava a Vorcaro que desbloqueasse um ativo de minério para um amigo. Nikolas também se desculpou com Vorcaro por críticas anteriores e documentos indicam que Vorcaro financiou voos de Nikolas durante sua campanha eleitoral em 2022.
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Nikolas negou qualquer relação pessoal com Vorcaro e afirmou que nunca recebeu dinheiro do banqueiro. Ele também contestou reportagens que mencionavam que ele teria se referido a Vorcaro como “lindão”, alegando que o termo correto era “Dani”.
Nikolas Ferreira publicou o relatório falso em sua conta oficial do Instagram e também no X (antigo Twitter) no dia 3 de setembro de 2026. Ele afirmou que republicou o conteúdo de um perfil que posteriormente removeu a postagem.
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Uma checagem realizada pelo site Aos Fatos indicou que o documento poderia ter sido gerado por inteligência artificial, apresentando uma marca-d’água digital associada a conteúdos criados ou editados por IA. A PF também negou a autoria do material.
A produção de um documento falsamente atribuído a alguém pode configurar o crime de falsificação documental, previsto no Código Penal brasileiro.
Se o documento for público (ex: relatórios da Polícia Federal, decisões judiciais, certidões oficiais) incide no Artigo 297 do Código Penal. Pena: Reclusão de 2 a 6 anos, e multa.







