
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido da Polícia Federal (PF) para realizar buscas em endereços relacionados ao senador Flávio Bolsonaro, apesar do parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A PF apresentou o pedido na terça-feira, dia 27. A PF argumentou que havia risco de fuga do senador, que é investigado em dois inquéritos no STF, relacionados a lavagem de dinheiro, ao lado do advogado Willer Tomaz.
O pedido da PF foi motivado pela possibilidade de que a viagem do senador prejudicasse as investigações, além de mencionar o fim do prazo para a entrega de passaportes e reportagens sobre planos de Flávio para deixar o país.
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A PGR protocolou seu parecer favorável ao pedido da PF na mesma noite em que o pedido foi feito. Contudo, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido, levando a PF a desmobilizar suas equipes que estavam em alerta para cumprir as buscas.
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na noite de terça-feira, cruzando a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Puerto Iguazú, na Argentina.
O senador viajou com sua esposa e filhas em um jato privado que decolou da Argentina pouco antes das 23h, fez uma parada em Guayaquil, no Equador, para reabastecimento e seguiu para Miami, onde aterrissou às 10h23 da quarta-feira.
A negativa do ministro Moraes ao pedido da PF de certa forma permitiu que Flávio Bolsonaro deixasse o Brasil sem ser interceptado, levantando questões sobre a eficácia das investigações em andamento.
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