
A eleição para o cargo de governador do Rio de Janeiro está envolvida em uma controvérsia judicial após o primeiro turno realizado em 4 de outubro de 2026. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Douglas Ruas (PL) como vencedor no primeiro turno, mas o PSD, partido de Eduardo Paes, contesta essa decisão.
Após ser acionado, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não havia condições técnicas para incluir a eleição para governador no segundo turno realizado em 25 de outubro. Essa manifestação foi enviada ao relator da ação, ministro Cristiano Zanin.
As urnas eletrônicas já estavam preparadas e lacradas para a votação presidencial, sem previsão de disputa para o governo do estado.

Para realizar uma nova votação, seria necessário gerar novas mídias, carregar os equipamentos novamente e passar por etapas de fiscalização e auditoria, o que não seria viável dentro do prazo.
O TSE permitiu que o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) participasse do primeiro turno com seu registro indeferido, recebendo 274.411 votos. Após a confirmação da rejeição de sua candidatura pelo TSE, esses votos foram anulados, resultando em uma nova contagem que declarou Douglas Ruas vencedor com 50,88% dos votos válidos.
O PSD argumenta que os votos de Garotinho deveriam ser considerados para determinar a necessidade de um segundo turno, já que seu nome estava nas urnas. O partido recorreu ao STF, alegando que a exclusão dos votos comprometeu a soberania popular.
Enquanto a disputa judicial continua, apoiadores de Eduardo Paes formaram o “Exército do Dudu”, um canal de WhatsApp com 244 mil participantes, inspirado no “Exército do Lula”. O grupo visa mobilizar e informar os apoiadores sobre os desdobramentos da disputa judicial.







