
O desfile que homenageou Lula na Sapucaí virou dor de cabeça para o PT. Diante da reação negativa de lideranças evangélicas à ala dos “neoconservadores em conserva”, a legenda colocou em campo seus quadros religiosos para tentar conter o estrago nas redes sociais.
O nome escolhido como estratégia para mudar essa situação foi de Benedita da Silva. No domingo (22), a deputada — evangélica há mais de seis décadas e com forte atuação no Rio de Janeiro — gravou um vídeo em tom de defesa.
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“Sou uma mulher de fé. Tenho orgulho de ser evangélica há mais de 60 anos. E hoje quero falar de algo sagrado: a família. Mais uma vez usam a Bíblia como se fosse um crachá, como se Deus tivesse um partido”, declarou.
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Enquanto isso, o presidente Lula preferiu se distanciar da polêmica. Ao ser questionado sobre as críticas, despistou: “Eu não penso. Assim, porque, primeiro, eu não sou carnavalesco. Eu não fiz o samba-enredo, não cuidei dos carros alegóricos. Eu apenas fui homenageado numa música maravilhosa. Foi uma pena que a minha mãe já tivesse morrido e não pudesse ver, porque, na verdade, a música é uma homenagem à minha mãe, é a saga dela de trazer a gente para São Paulo”.
Nos bastidores, porém, a movimentação é intensa. A coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles, apurou que o PT planeja escalar outros nomes ligados ao segmento evangélico para tentar reequilibrar a relação com um eleitorado estratégico. O silêncio de Lula contrasta com a articulação nos corredores do partido.
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