
A chamada “sala 2601” virou assunto nas redes sociais e nas buscas online após reportagens relacionarem esse endereço comercial, em Águas Claras (DF), a empresas ligadas ao senador Flávio Bolsonaro e a pessoas investigadas em um suposto esquema de descontos indevidos sobre benefícios do INSS.
O público tem pesquisado sobre empresas instaladas na chamada “sala 2601”, suas conexões empresariais e contábeis com pessoas investigadas no caso do INSS, mas vale destacar que as investigações estão em andamento e que a defesa do senador nega qualquer irregularidade.
O endereço fica no edifício Connect Towers. Nele funciona a empresa Bravo Grafeno, que tem entre os sócios Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro.
O mesmo endereço também teria sido usado por diversas empresas associadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado no caso dos descontos associativos considerados irregulares.
Compartilhar o mesmo endereço não prova irregularidades nem vínculo operacional entre todas as empresas ali instaladas.
A Operação Sem Desconto, que investiga um esquema que pode ter causado prejuízos bilionários a aposentados e pensionistas, e investigações apontam ligações entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, incluindo alegações sobre movimentações financeiras e viagens. Ambos negam irregularidades.
O contador Alexandre Caetano dos Reis aparece vinculado tanto a empresas relacionadas ao senador quanto a negócios mencionados nas investigações. Vale dizer que o compartilhamento de serviços contábeis, por si só, não constitui prova de fraude.
A defesa de Flávio Bolsonaro afirma que as acusações têm motivação eleitoral, nega as irregularidades citadas e sustenta que o compartilhamento do endereço pode ser explicado pelo modelo de coworking utilizado no edifício.







