
O diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues afirmou que não há interesse técnico nem respaldo jurídico para aceitar a delação premiada proposta por Daniel Vorcaro, ex-banqueiro investigado no caso Banco Master.
Motivos da rejeição:
- Os relatos não trazem fatos inéditos.
- Não foram acompanhados de provas documentais que confirmem as informações.
- Grande parte do que foi narrado já era de conhecimento da investigação.
“De fato, não há interesse técnico, não há elementos jurídicos que autorizem essa proposta de delação seja validada, porque muitas das coisas que estão sendo contadas já são do nosso conhecimento”, declarou o diretor-geral da PF. Informações do O Globo.
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A PF destacou que adota medidas rigorosas para preservar o conjunto probatório e evitar questionamentos judiciais que possam levar à anulação do processo. Esta foi a segunda proposta de colaboração rejeitada. A primeira, em maio, levou inclusive à troca da equipe de advogados de Vorcaro.
O inquérito já reúne provas consideradas suficientes, incluindo oito celulares apreendidos, mensagens e documentos. Vorcaro é suspeito de liderar um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, com possíveis prejuízos a correntistas, investidores e fundos de previdência.
Pela legislação, um acordo de delação exige informações inéditas, relevantes e acompanhadas de provas — condições que, segundo a PF, não foram atendidas.
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