
O governo brasileiro classificou como “inaceitáveis” as declarações do presidente argentino, Javier Milei, sobre as eleições no Brasil. Nessa última terça-feira (20/10), em nota divulgada, o Itamaraty acusou o argentino de tentar interferir no processo eleitoral.
Presidente da Argentina ataca Lula, insinua fraude nas eleições e provoca reação do governo brasileiro
Anteriormente, Milei atacou Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamou o presidente de “esquerdista ladrão“. Além disso, ele insinuou a possibilidade de fraude no 2º turno, sem apresentar provas. Inclusive, o líder argentino também afirmou esperar que “o último truque sujo da campanha deles [Partido dos Trabalhadores] não inclua roubar a eleição“.
Em resposta, o Itamaraty declarou que Milei repetiu informações falsas e classificou suas falas como “antidemocrática manifestação“. Além disso, destacou que o sistema de votação brasileiro é “comprovadamente seguro” e conta com o reconhecimento de observadores eleitorais internacionais.
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Relembre: Milei já chamou candidato do PT de “Presidiário”
Os confrontos entre os presidentes se intensificaram em julho, quando Milei chamou Lula de “presidiário” durante um evento relacionado à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
Posteriormente, o argentino acusou o governo brasileiro de investir US$ 1 bilhão na campanha de Sergio Massa, seu adversário nas eleições de 2023, mas não apresentou provas da alegação. Na ocasião, o Brasil chamou seu embaixador na Argentina, Julio Bitelli, e convocou o representante argentino em Brasília para prestar esclarecimentos.
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Em agosto, a relação diplomática perdeu representação no nível anterior, após o Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil decidir não enviar Bitelli de volta a Buenos Aires.
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