
Em jantar com banqueiros na noite de quinta-feira, 27, em São Paulo, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que sua candidatura isolada lhe dará liberdade para afastar o Centrão do comando do setor econômico em um eventual mandato.
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O encontro foi promovido na residência de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil e sócio da gestora QMS, reunindo representantes das maiores instituições financeiras do país. Segundo participantes ouvidos pela CNN, o tom geral do evento foi avaliado como favorável ao pré-candidato. As discussões focaram em temas como endividamento e conjuntura econômica, sem grande aprofundamento na macroeconomia.
Questionado pelo CEO do Itaú, Milton Maluhy, sobre suas diretrizes para a economia, Flávio ressaltou que a ausência de alianças formais com o Centrão em sua coligação o deixa sem compromissos com o bloco. Isso lhe permitiria ter carta branca para nomear sua equipe e proteger a área econômica — incluindo o Ministério de Minas e Energia — de ingerências políticas.
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A articulação com o Judiciário também pautou o encontro. Em pergunta formulada por Daniel Goldberg, da Lumina Capital, sobre como conter o avanço e a interferência do Supremo Tribunal Federal (STF), o candidato descartou medidas extremas, como o impeachment de ministros. Flávio defendeu que a solução deve ocorrer pela via política e democrática, apostando que a formação de um Congresso mais conservador servirá de contrapeso para que o STF volte a se limitar às atribuições constitucionais.
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