
O publicitário Thiago Miranda, que já vinha sendo investigado pela Polícia Federal em razão de suas conexões com o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master, fez declarações públicas nas redes sociais afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria ser preso.
Informações de Milena Teixeira do Metrópoles. Essas falas ganharam repercussão por se somarem ao ambiente de polarização política no país.
O homenzarrão é conhecido por ser apoiador de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele chegou a divulgar imagens de carros de luxo com adesivos em apoio ao senador, reforçando sua proximidade com o núcleo bolsonarista.
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Em um vídeo onde Flávio Bolsonaro criticava Lula, Miranda interagiu diretamente, comentando no post do amigo e reforçando a ideia de prisão do presidente. “Esse Lula deveria ser preso”, disse o rapagão.

As investigações da PF indicam que Miranda atuou como intermediário entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro. O objetivo era viabilizar o financiamento do filme Dark Horse, uma produção que buscava retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro, funcionando como uma espécie de narrativa audiovisual sobre sua ascensão.
Documentos e mensagens apreendidas pela PF mostram que Miranda se empenhou em aproximar Vorcaro de Flávio Bolsonaro para discutir o projeto. O próprio publicitário confirmou essa intermediação, o que fortaleceu as suspeitas sobre seu papel nas negociações.
O filme Dark Horse previa um investimento robusto de cerca de US$ 24 milhões. Entre fevereiro e maio de 2025, aproximadamente US$ 10,6 milhões foram efetivamente transferidos, o que chamou atenção das autoridades pela magnitude e pela origem dos recursos.
O projeto entrou no radar da PF justamente por causa da suspeita sobre a origem do dinheiro destinado ao financiamento. A investigação busca esclarecer se houve irregularidades financeiras ou práticas ilícitas ligadas ao aporte milionário.







