
A discussão sobre a autonomia política do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a ganhar espaço entre lideranças da direita logo após declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Enquanto o governador busca reforçar uma imagem de liderança própria, afastando a leitura de dependência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliados ao bolsonarismo seguem destacando sua origem política.
Nessa última terça-feira (03/02), por exemplo, Flávio comentou sobre uma possível articulação do campo conservador em torno de um nome para a disputa presidencial. “O Tarcísio talvez seja a maior revelação política dos últimos anos. É do grupo. Saiu da costela do Bolsonaro.“, disparou o parlamentar em entrevista ao foragido da Justiça, Paulo Figueiredo.
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Governador responde a críticas sobre suposta submissão
Com isso, o episódio reacendeu um debate recorrente entre adversários políticos: o grau de independência de Tarcísio em relação a Bolsonaro. O tema ganhou novo impulso após entrevista do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD), atual secretário do governo estadual, ao “Uol”. Kassab afirmou que o governador deve reconhecer o apoio recebido no passado, sem adotar uma postura de submissão.
Em seguida, ao ser questionado durante agenda oficial na região central da capital paulista, Tarcísio contestou essa interpretação. Em suma, o governador afirmou que sua posição se baseia em lealdade em momentos adversos.
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“É fácil você estar do lado quando a pessoa está bem. Difícil (…) é estender a mão quando a pessoa está na pior, precisa da sua ajuda. Quando a pessoa perdeu o poder e está privada da sua liberdade… Isso não tem absolutamente nada a ver com submissão.”, disse ele durante agenda na região central de São Paulo.
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Kassab esclarece fala sobre Tarcísio
Após a repercussão das declarações, Kassab se manifestou nas redes sociais para se explicar. “Um governador de São Paulo, o segundo maior cargo executivo no Brasil, que tem todas as qualidades para presidir o país, não deve ser submisso a ninguém, como o Tarcísio não é. Ele comanda o governo com identidade própria e caráter, como afirmei nas duas entrevistas.“, pontuou por fim.
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