
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a “Meta” e o “X” (antigo “Twitter”) apresentem, em até 24 horas, relatórios técnicos sobre o uso de inteligência artificial (IA). Além da distribuição de publicações políticas dos candidatos à Presidência nas eleições de 2026.
TSE cobra explicações antes do 2º turno
Em suma, a decisão foi tomada pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, logo após um pedido da Coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Isso porque coligação acusa as plataformas de favorecerem Flávio Bolsonaro (PL) na recomendação, distribuição, moderação e promoção de conteúdos eleitorais, em detrimento do petista. Para Cueva, os fatos apresentados justificam a abertura de uma investigação.
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Como o 2º turno está marcado para domingo (25/10), Cueva estabeleceu o prazo de 24 horas para as empresas responderem. De acordo com ele, a proximidade da votação exige prioridade na análise de medidas que possam afetar a disputa eleitoral.
Campanha de Flávio Bolsonaro investiu milhões em anúncios
Paralelamente, dados do TSE mostram que a campanha de Flávio investiu R$ 3,6 milhões em publicações patrocinadas nas plataformas da “Meta” na última semana da eleição. Na terça-feira (20/10), a campanha realizou oito pagamentos à Facebook: sete de R$ 500 mil e um de R$ 100 mil.
Desse modo, a equipe de Lula também acusa a empresa de dar maior alcance a publicações de Flávio, mesmo com o petista tendo mais seguidores no Instagram. As alegações, porém, ainda são objeto de investigação.
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Em nota divulgada em 16 de outubro, a Meta negou favorecer a campanha do candidato do PL. A empresa, entretanto, reconheceu falhas no impulsionamento de conteúdos do petista no dia 23 de setembro.
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