
Vazaram anotações comprometedoras feitas à mão pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em reunião no PL nesta terça (24), obtidas pela Folha de S. Paulo, que já estão causando muita confusão com aliados do senador.
Nesta quarta-feira (25), Flávio assumiu ser o autor das anotações, mas declarou que muitas opiniões ali não são dele, e sim de outros participantes da reunião.
“As anotações que tinham naquele pedaço de papel, não são o que eu penso. As pessoas com quem eu conversei falavam sobre suas impressões, suas opiniões, e eu anotava naquele papel para, num segundo momento, aproveitar ou não o que as pessoas estavam falando para mim“, disparou Flávio.
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No topo da primeira página, consta “ligar Tarcísio“, em referência ao governador de São Paulo.
O nome do vice de Tarcísio, Felício Ramuth (PSD), surge com uma seta a um cifrão “$”. Ramuth é alvo de uma investigação sobre lavagem de dinheiro.
O deputado federal bolsonarista Marcos Pollon aparece: “Pollon (pediu 15 mi para não ser candidato)”.
Buscado pela Folha, Pollon declara que a anotação “não faz o menor sentido”.
Anotações de Flávio Bolsonaro vem à tona
“Eles sabem que eu não trabalho desse jeito. Quem trabalha com militância não precisa de dinheiro. Isso é uma campanha de assassinato de reputação porque sabem que não estou à venda e não me dobro a acordos“, declarou.
Também há uma anotação sobre a mulher de Rodolfo Nogueira (PL-MS), Gianni Nogueira. “Mulher Rodolpho (pediu 5 mi)”, diz. O deputado diz à reportagem que não pediu nada.
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“Já está sendo distorcido pela imprensa, como se ele tivesse pedido alguma coisa para deixar de ser candidato. Estava escrito ali: Pollon pediu R$ 15 milhões para não ser candidato. Aquilo nunca aconteceu, a parte da imprensa que estiver falando que ele pediu isso é mentira. […] Dá a entender que ele teria pedido, mas na verdade eu anotei para avisá-lo de que estavam falsamente divulgando isso“, comentou Flávio.
O que mais surpreende é repetidas referências a pesquisas eleitorais, enquanto incita a militância a não acreditar nelas, pois seriam manipuladas. Mas internamente, parece que levam muito a sério as pesquisas. Esse fato corrobora conversa vazada entre Eduardo e Jair Bolsonaro, quando o pai alfinetou o filho com pesquisa eleitoral, e Eduardo por sua vez xingou o pai com palavrões.
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