Ao descer da esteira em que está malhando, Betina sente um súbito mal-estar e despenca. Por sorte, um jovem a ampara antes que caia no chão. Carlos vê tudo e vem correndo socorrê-la. Aos poucos, Betina recobra os sentidos e, já melhorzinha, diz que vai embora. Carlos ,no entanto, faz questão de levá-la em seu carro: “Não é seguro dirigir assim, indisposta”. Ela concorda e os dois seguem.

Pra não dar bandeira, Carlos estaciona a certa distância da casa de Betina. Nessa hora, ela já se sente bem melhor. Os dois conversam no carro e nem percebem quem vem pela calçada. É Cida, com umas sacolas na mão.

“Espero que você tome um belo café da manhã pra chegar bem disposta na academia”, diz Carlos cheio de segundas intenções. “Quem sabe nosso encontro desencanta”.

Betina sorri, agradece. Quando sai do carro, ela esquece o celular e Carlos corre para entregar.

Aí, eles se beijam – um beijo inocente, no rosto, uma despedida, mas que, aos olhos da fiel empregada de Gustavo, mais parece a pior das traições.

De olho fixo na cena, quase babando, impressionadíssima com a beleza de Carlos, Cida já fez seu julgamento: “Que homem é esse que a dona Betina arrumou! Coitado do seu Gustavo”.



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