Quando atende, Helena percebe imediatamente a pressão que Marcos está sofrendo do outro lado da linha. Ela mesma sente no aparelho o calor da presença de Tereza, como se a mãe de Luciana pudesse se materializar ali, no hospital e por intermédio de um efeito especial, também incendiá-la com seus olhos de fogo e de cobrança.

Por isso, se empenha ao máximo em atender os desejos daquela mãe aflita, de quem, de certa forma, se sente devedora. Sai pelos corredores do hospital e pede aos responsáveis da UTI que permitam o acesso para então colocar a paciente em contato com os pais.

Antes de passar o telefone, ainda ousa perguntar a Marcos se Tereza quer falar com ela, antes de Luciana. A resposta vem aos gritos, do outro lado do mundo, e vaza até Amã como uma ordem imperial: “Quero falar com minha filha, Marcos. E é só”.

Luciana está acorda e vira os olhos ao perceber a presença da visita. Helena segura o celular. Primeiro, Luciana fala com Marcos. Ansiosa, tenta explicar ao como foi a batida. Mas Tereza reivindica logo o direito materno e Marcos não tem tempo de ouvir o resto da história. Ao ouvir a voz da mãe, Luciana desaba num choro forte, comovente, um choro de soluçar. Tereza também chora, mas tenta de todas as formas não transparecer, uma cena dramática e tocante.

Ao final da conversa, Luciana faz Tereza prometer que ela vai ficar boa. E como uma excelente mãe, Tereza jura que sim, que ela vai ficar boa, ainda que não saiba como e o que fazer para atender esse pedido.

A cena deve ser exibida na quarta, dia 11.



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