Isabel e Mia são moças, mas só tem tamanho. Sempre que podem, se aboletam na cama da mãe como se estivessem na primeira infância. E quem há de condená-las? Tereza, por exemplo. Ela não liga, pelo contrário, até incentiva. Mas até certo ponto.
As três tentam descansar um pouco depois de momentos tumultuados: no dia anterior, o casamento; neste dia, bem cedo, a despedida do casal no aeroporto. Agora, tentam dormir, repor juntas as energias, mas… Toda hora uma das filhas fala algo.
De repente, no papo, surge o nome de Jean. “Você não ia para Paris com ele?”, pergunta Isabel. Tereza diz que está em dúvida, não sabe se está preparada para dividir sua intimidade com um homem com ele: “Vai que me arrependo no meio da viagem?”. Está mais exigente e seletiva, diz, e culpa a idade por isso.
Só que as filhas desconfiam que o motivo seja outro, e acham que se ela demorar muito para se decidir, Jean pode se cansar. Aí… fim de namoro! Que motivo seria esse?
Tereza tenta mudar de assunto, mas Isabel insiste: “Por que você não chama o Jean para morar aqui?”. Mais duas perguntas e Tereza desiste. Sai do quarto e põe fim à farra das três.







