Malhação - Gabriela e Rafael (Globo/Raquel Cunha)
Malhação – Gabriela e Rafael (Globo/Raquel Cunha)

Saiba mais sobre a nova temporada de “Malhação – Vidas Brasileiras“, que estreia na próxima quarta-feira, dia 07.

A busca pela identidade. A aceitação pelo outro. A necessidade de mascarar comportamentos e emoções e criar uma outra realidade para ser aceito na sociedade. Essas são algumas características comuns aos jovens de uma geração sedenta por ser tudo ao mesmo tempo e que absorve uma enxurrada de informações a cada minuto. E esse jovem necessita ser ouvido para então revelar seus mistérios.

Malhação: Vidas Brasileiras’ vai além das máscaras sociais próprias dessa fase. Escrita por Patrícia Moretzsohn, com supervisão de Daniel Ortiz e direção artística de Natália Grimberg, a história vai mergulhar na vida de cada um dos 17 alunos do primeiro ano do ensino médio da Escola Sapiência para tratar de questões como drogas, machismo, desemprego, idealização do corpo, racismo, assédio, intolerância religiosa, maternidade precoce, entre outros assuntos.

“O jovem é muito mais abrangente hoje em dia. Ele é conectado, tem mais conhecimento, não quer ser uma coisa só. Na minha época ficávamos no “íntimo” escrevendo na agenda e hoje o jovem coloca tudo na rede social. Lá é como ele quer que os outros o vejam, mas de fato não é como ele é. Na nossa história vamos falar muito como ele se vê, como os outros o veem e como ele verdadeiramente é. A nossa busca é essa”, define Natalia Grimberg, que estreia como diretora-artística.

A professora Gabriela Fortes (Camila Morgado) é quem assume esse papel de arqueóloga da essência real, abandonando o pré-conceito para buscar compreender tudo o que é impossível de perceber superficialmente. A autora Patrícia Moretzsohn destaca a inovação do formato desta temporada, que é inspirada na premiada obra canadense “30 vies”. “A cada 15 dias, vamos fundo na história pessoal de um adolescente da escola, fazendo com que ele ganhe um protagonismo temporário. Caberá à professora Gabriela essa imersão em um drama em particular. Serão cerca de 25 histórias intercaladas com a base que é o arco principal, que envolve o núcleo da professora e seus três filhos”, explica Moretzsohn.

Para contar as histórias dos alunos, atores do elenco da Globo farão participações especiais vivendo personagens da vida pessoal de cada um dos adolescentes. Malu Mader e Daniel Dantas participam da primeira trama e vivem os pais de Felipe Kavaco (Gabriel Contente). O menino chama a atenção de Gabriela quando começa a chegar desanimado à escola e apresentar dificuldades de leitura durante as aulas. Assim que percebe o comportamento do rapaz, Gabriela tenta entender o que está acontecendo e descobre que o clima na casa dele não é dos melhores. Desde que Jairo (Daniel Dantas) ficou desempregado, os desentendimentos com a esposa Melissa (Malu Mader) ficaram frequentes. Arrasado, Kavaco busca alternativas para tentar ajudar em casa e começa a trabalhar escondido dos pais.

A construção em grupo

As duas turmas do primeiro ano do ensino médio da escola Sapiência trazem uma mistura entre alunos regulares e bolsistas, que ganharam a oportunidade de estudar num colégio que é referência de ensino graças a uma parceria com a ONG Percurso, liderada por Rafael (Carmo Della Vecchia). A turma A é composta pelos alunos Flora (Jeniffer Oliveira), Tito (Tom Karabachian), Jade (Yara Charry), Úrsula (Guilhermina Libanio) e os bolsistas Verena (Joana Borges), Érico (Gabriel Fuentes) e Michael (Pedro Vinícius). Já na turma B estão Alex (Daniel Rangel), Pérola (Rayssa Bratillieri), Felipe Kavaco (Gabriel Contente), Hugo (Leonardo Bittencourt) e os bolsistas Talíssia (Luellem de Castro), Leandro (Dhonata Augusto), Amanda (Pally Siqueira) e Maria Alice (Alice Milagres).

Para chegar aos 17 atores que dão vida aos alunos, a equipe da novela entrevistou quase 600 jovens durante seis meses. Eles vêm de São Paulo, do Rio de Janeiro, Paraná, Manaus, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco e Paraíba. “Muitos personagens foram mudando conforme conhecíamos os atores. Interessava mais a essência do que o que ele fazia. Nada do que é do estereótipo nos interessa mais. Os atores usam seus próprios talentos. Quem toca, toca; quem canta, canta; e quem é de outras cidades vai se apresentar dessa forma na trama, sem disfarçar ou alterar o sotaque”, adianta a diretora.

O grupo selecionado se juntou a atores já consagrados como Camila Morgado, Ana Beatriz Nogueira, Luis Gustavo, Carmo Dalla Vecchia e Guta Stresser para participar de atividades coletivas que terminaram em janeiro, quando começaram as gravações da nova temporada. “Eles ficaram juntos, se observando, na ideia de espírito de grupo. Todos são protagonistas nessa estrutura. Grande parte da preparação é isso. Colocar todo mundo junto em uma mesma linguagem”, destaca a preparadora de elenco Cris Moura.

Os conflitos de Gabriela e o reencontro com um amor do passado

Gabriela Fortes (Camila Morgado) é uma professora absolutamente apaixonada pela profissão. Sua vocação vai além do ofício, está estampada na alma. Corajosa, traz consigo a jovem idealista do passado, que esperava mudar o mundo através do seu trabalho em sala de aula. Há anos ensina Português e Literatura na Escola Sapiência, colégio particular de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, e a cada dia fica mais evidente sua necessidade de se dedicar a um sonho antigo: contribuir com a educação de adolescentes carentes, dando a eles uma possibilidade de um futuro diferente.

“Gabriela quer formar jovens pensantes. O grande sonho da vida dela é levar educação de qualidade para as pessoas que não têm oportunidade. É uma personagem encantadora, que vem com ideais de uma boa educação para todo mundo. É louca pelo trabalho que exerce e gosta de ser educadora”, conta a atriz Camila Morgado.

Gabriela consegue fechar uma parceria com a ONG Percurso para oferecer bolsas de estudo para jovens de baixa renda na escola Sapiência. Assim, as turmas do primeiro ano do ensino médio passam a ter uma mistura entre alunos regulares com bolsistas. Gabriela tem a missão de apresentar resultados positivos logo no primeiro ano.

Tanta dedicação no trabalho acaba afetando sua vida pessoal, que por vezes é deixada de lado. Casada com Paulo (Felipe Rocha) e mãe de três filhos – os gêmeos Flora (Jeniffer Oliveira) e Alex (Daniel Rangel) e a pequena Mel (Maria Rita) –, Gabriela muitas vezes nem percebe as situações complicadas que o marido e o filhos vivem.

Como, por exemplo, a gestão do Le Kebek. Ponto de encontro de alunos e professores, o bistrô é comandado por Paulo, com a ajuda da incansável Marli (Julia Mendes). Em um ambiente intimista, eles têm ali um lugar para se divertir, confraternizar e realizar manifestações artísticas. Mesmo em meio a tanto movimento, Paulo luta diariamente para manter o Le Kebek em atividade. As contas já não fecham mais e ele está cada vez mais estressado, mas não divide com Gabriela suas dificuldades.

O clima em casa piora quando Gabriela é surpreendida com uma notícia inesperada: o diretor da ONG Percurso é Rafael (Carmo Dalla Vecchia), uma paixão mal resolvida da juventude, com quem ela dividia os mesmos ideais. Eles se separaram quando Rafael decidiu viajar para se dedicar a causas humanitárias. Quando retornou, chegou a procurar por ela, mas desistiu da amada ao descobrir que estava casada. O reencontro provoca um rebuliço na vida de Gabriela e desestabiliza ainda mais o casamento, já que Paulo não conterá seu ciúme ao ver a esposa mergulhada na missão de fazer os novos alunos se destacarem na escola.

Os triângulos amorosos de Alex e Flora

Alex e Flora são muito unidos. Não só por serem irmãos gêmeos, mas por terem os mesmos valores da mãe, de ajudar o próximo e olhar para o outro com atenção. Ambos estudam na escola Sapiência e são dedicados em sala de aula.

Alex é animado, gosta de um agito e está sempre em busca de amizades. Sua vida parece tranquila. Namora Pérola Mantovani (Rayssa Bratillieri), que sempre teve tudo na vida e estudou nos melhores colégios. Ela vive com a mãe Isadora Mantovani (Ana Beatriz Nogueira) e com o pai Eduardo Mantovani (Edson Celulari, em participação especial), mas sua vida vira do avesso quando o pai é preso, acusado de corrupção.

A família de Pérola tem os bens confiscados e, sem conseguir manter o padrão de vida, a primeira decisão de Isadora é mudar a filha de escola. Pérola passa a estudar no mesmo colégio do namorado, o Sapiência. E passa a ter que atravessar toda a cidade, e começar a usar transportes públicos, para sua revolta.

Pérola ainda será surpreendida pela chegada de Maria Alice (Alice Milagres) em sua casa. Filha de Rosália (Guta Stresser), empregada da família Mantovani há anos, Maria Alice deixa o interior de São Paulo, onde vivia com a tia, e volta para o Rio de Janeiro ao saber que a mãe está com problemas de saúde.

A chegada de Maria Alice, que carrega um mistério do passado, mexe ainda mais com a relação de Alex e Pérola. Enquanto precisa aguentar os acessos de raiva da namorada, Alex se encanta com o jeito de Maria Alice e aos poucos passa a se aproximar dela. Essa afinidade fica ainda mais evidente quando a menina ganha a oportunidade de estudar na Escola Sapiência através da parceria feita com a ONG Percurso.

Alex tem na irmã gêmea Flora (Jeniffer Oliveira), uma grande amiga e companheira de jornada. Tímida, a menina tem uma relação mais próxima com o pai, já que Gabriela nunca está tão presente. Seu interesse por artes, especialmente a pintura, faz com que ela se aproxime de Tito Laroche (Tom Karabachian) na escola.

O jovem é romântico, sonhador e tão sensível quanto ela. Mora com o avô Heitor Laroche (Luis Gustavo), um maestro aposentado. Seu sonho é construir carreira na música, mas não recebe nenhum incentivo do avô para isso. Foi o talento artístico de Tito e seu jeito simples que chamaram a atenção de Flora.  E é com o avô que o menino terá que contar para conquistar Flora, já que ele fica desconcertado quando precisa se aproximar dela.

Quando eles começam a se entender, Érico Melo (Gabriel Fuentes) chega para balançar a relação dos dois. Bolsista do Sapiência, ele faz parte do grupo dos alunos da ONG Percurso. Érico mora com o tio Getúlio Melo (Arlindo Lopes) em uma quitinete, também em Botafogo. Não era a vida que desejava, mas sua mãe foi presa após ser acusada de um crime e o tio passou a ser responsável por ele. Getúlio definitivamente não é um bom exemplo para o rapaz, vive tirando vantagem do sobrinho. Quando chega à escola, Érico vê a chance de tirar a mãe da cadeia e mudar de vida. E é nesse momento que ele se encanta por Flora. O primeiro encontro não é intencional, mas o convívio aumenta quando ela passa a dar aulas de reforço para o jovem, o que provoca ciúmes em Tito. Sedutor e misterioso, ele provoca sentimentos novos em Flora, que se deixa envolver.

O charme de Botafogo 

A nova temporada de Malhação é ambientada em Botafogo, zona Sul do Rio de Janeiro. Trazer o universo do bairro e imprimir na tela a atmosfera do local foram os desafios dos cenógrafos Thomaz Velho e Claudiney Barino. “O bairro apresenta colégios de todos os tipos, uma noite vibrante e alternativa, com boa opção de restaurantes e bares, faz divisa com algumas comunidades e conta com belos casarões que trazem o charme de um Rio Antigo”, ressalta Thomaz.

A cidade cenográfica onde está sendo gravada ‘Malhação: Vidas Brasileiras’ tem uma área de 5.800m². Nela estão construídos a escola Sapiência, cuja sede é um casarão antigo do final do século XIX, o Le Kebek, a ONG Percurso e dois cenários fixos: o apartamento da professora Gabriela, com 180m², a quitinete de Érico (Gabriel Fuentes), com 50m².

Na escola, quase um personagem principal, o antigo e o novo se misturam. Casarões antigos de Botafogo serviram como referência. “Pensamos em um lugar ambíguo, que precisa ter uma linguagem contemporânea dentro de uma caixa arquitetônica já datada de séculos. O prédio tem dois andares com estrutura de metal, escadarias, com pátio atrás e na frente, projeto contemporâneo, da década de 90”, ressalta Barino. “Queríamos uma casa onipotente, com uma arquitetura sólida e generosa para os enquadramentos. Tem uma parte com arquitetura de ferro, outra neoclássica, mas não é um palácio. Também traz uma precariedade, necessita de restauro. Tem parede descascada, tinta e madeira antigas. Criamos um ambiente em que as angústias estão ali presentes. As carteiras carregam mensagens de alunos antigos. Uma desorganização da vida real como observamos em qualquer colégio”, explica Thomaz.

Na construção do Le Kebek, bares locais e intimistas serviram como referência. “O Paulo serve, administra, fica na cozinha. Por isso o espaço é aconchegante e menor. Estamos trazendo história para esse bar, usamos tijolos de demolição, maciço e temos a parceria da produtora de arte dessa temporada, Flávia Cristófaro. Mesas de madeira com serralheria dão um pano de fundo, uma paleta de cor simples para que o que brilhe sejam os panos, os tecidos, o figurino, os talheres e as louças”, destaca Thomaz.

Para o cenário da família Laroche, as casas de escritores e músicos ilustres, como José Saramago, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Philip Glass e Leonard Bernstein, foram referências. “Queríamos trazer um ambiente solitário, de um maestro frustrado e viúvo. Que tem um cantinho, onde costuma ficar na casa e tem preguiça até de preparar a mesa para o jantar”, conta Thomaz.

Locações externas também vão servir de cenário para explorar as belezas naturais da cidade e dos bairros vizinhos, tais como: Mirante do Pasmado, Boulevard Olímpico, Fundação Casa de Rui Barbosa, Mureta da Urca, além das principais ruas de Botafogo, como a Voluntários da Pátria e a São Clemente.

A simplicidade das vidas brasileiras no figurino e na caracterização

As redes sociais e a identidade do elenco foram as principais fontes de referência para compor o figurino e a caracterização dos personagens desta nova temporada. A figurinista Tereza Nabuco, que assina pela primeira vez uma obra, se preocupou em observar os atores durante a preparação para chegar o mais próximo possível da realidade dos jovens. O resultado surpreendeu os atores, que perceberam que eram muito parecidos com os personagens. “A ideia é que se olhem e se identifiquem. Não usaremos maquiagem nem cabelo demais. Eles acordam e saem do jeito que estão. O chinelo, por exemplo, é um calçado que serve para ir à escola, ao shopping e até para sair à noite. Eles não têm roupas específicas para as situações”, explica Tereza.

A pesquisa seguiu o mesmo conceito para os personagens mais experientes. A Gabriela, por exemplo, se parece com professoras reais. É despojada, usa tênis, roupa básica, calca jeans, camiseta, pano que amarra no pescoço, na bolsa ou para vestir quando faz frio. É preparada para tudo. Para o personagem Heitor, a principal referência foi o maestro e pianista Tom Jobim, “a cara do Rio”, como Tereza define. É um homem maduro, que convive com o neto, com os amigos dele e tem a música presente na vida.

Para a caracterizadora Manu Monteiro, que também assina pela primeira vez, a busca é pela naturalidade. As pesquisas também foram feitas em redes sociais e escolas, pois a intenção era observar a vida normal desses jovens. As exceções ficam por conta da maquiagem da personagem Jade, que sonha em ser uma cantora pop e teve como referência as cantoras Beyoncé e Rihanna. Ela usará batons diferentes, metalizados, bem moderno. Para o Leandro, aluno bolsista, foi feito o “corte do Jaca”, colorido que veio do Jacarezinho e virou moda. Já a personagem Úrsula (Guilhermina Libanio) terá o cabelo rosa, o que reflete uma personalidade forte.

Encontros com educadores e jovens na preparação

Ações promovidas em parceria com a área de Responsabilidade Social da Globo serviram de inspiração para atores, produção e direção. No Dia da Educação, realizado em dezembro, a equipe se reuniu para ouvir histórias de salas de aula contadas por educadores, alunos e diretores. A conversa, mediada por Leila Sterenberg, jornalista da GloboNews, teve o objetivo de inspirar a concepção dos personagens e aproximar ficção e realidade, e passou por temas como ensino alternativo, violência, as dificuldades enfrentadas pelo ensino público brasileiro e o amor pela função de professor.

A 9ª edição do Papus – metodologia de cocriação desenvolvida pelo Globo Universidade – promoveu um diálogo entre o elenco de ‘Malhação’ e 16 jovens de diferentes origens e idades. Os participantes compartilharam histórias, sonhos, motivações, desafios e medos.

Já a quinta edição do Globo Lab foi dedicada à nova temporada de Malhação. Durante três dias, 20 jovens talentos escolhidos em seis instituições de ensino e coletivos de comunicação do Rio de Janeiro e de São Paulo se reuniram para participar do laboratório de cocriação promovido pela Globo e gerar roteiros de vídeos para a campanha digital de lançamento do programa.

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