Polícia identifica superfaturamento de 230% em filme sobre Bolsonaro

Filme sobre Bolsonaro é alvo da polícia

Vinícius Carvalho
Vinícius Carvalho
Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
Jim Caviezel como Jair Bolsonaro (Fonte: Divulgação)
Jim Caviezel como Jair Bolsonaro (Fonte: Divulgação)

A Polícia Civil de São Paulo identificou um superfaturamento do contrato da prefeitura de SP com a produtora de Dark Horse em 230% acima do valor de mercado.

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A Polícia Civil de São Paulo realizou a operação “Wi-Fi” para investigar suspeitas de desvio em contrato público firmado com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para instalação de pontos de internet em comunidades periféricas. O valor pago teria sido 230% acima do mercado, como informa o Metrópoles.

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O ICB é a mesma entidade responsável pela produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro. Há suspeitas de que parte dos recursos desviados tenha sido direcionada para subsidiar o filme, por meio da produtora Go Up Entertainment Ltda, controlada por Karina Ferreira da Gama.

Principais irregularidades apontadas pelos Homens em filme sobre Bolsonaro:

  • Exclusividade do ICB no chamamento público, sem experiência em telecomunicações.
  • Superfaturamento: Prodam cobrava R$ 306 por ponto, enquanto o contrato com o ICB estipulava R$ 1.800.
  • Descumprimento de metas: apenas 3.200 dos 5.000 pontos foram instalados.
  • Fraude em aditivos contratuais e pagamentos antecipados de R$ 26 milhões sem contraprestação efetivas.

Além disso, há indícios de que cerca de R$ 61 milhões foram repassados por uma empresa ligada ao Banco Master para financiar o Dark Horse, via fundo de investimentos no Texas, onde vive Eduardo Bolsonaro. Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades.

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A gestão de Ricardo Nunes (MDB) afirma colaborar com as investigações, sustenta que o contrato seguiu princípios de legalidade e transparência, e que o programa de Wi-Fi funciona normalmente. Alega ainda que o chamamento público ocorreu em 2024, antes da produção do filme.

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Vinícius Carvalho
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