
Dois dias antes do último debate presidencial do 2º turno, a TV Globo recebeu estudantes da Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP). Estes defenderam a checagem de fatos em tempo real durante o confronto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
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Em suma, o abaixo-assinado organizado pelo grupo já reúne 14 mil assinaturas. Na quarta-feira (21/10), os estudantes entregaram à emissora a carta aberta “Comunicação só se faz com a verdade“, durante uma reunião na sede da Globo, na zona oeste de São Paulo.
Apesar de receber os alunos, a emissora não adotará a checagem em tempo real na TV aberta. Pelo menos não neste ano. Isso porque as regras do debate foram acertadas previamente com as campanhas e não preveem esse recurso.
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“Existem muitas limitações burocráticas, técnicas e jurídicas [para a checagem em tempo real].“, afirmou um estudante ao “Metrópoles”. De acordo com ele, a discussão deve continuar após as eleições. “É para pensar daqui para frente.“, projetou.
Estudantes defendem punições contra desinformação
Além da checagem durante o debate, os estudantes da USP propõem punições para candidatos que divulguem informações falsas. Uma das medidas sugeridas é reduzir o tempo de fala de quem propagar desinformação.
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A mobilização ganhou força na semana anterior ao debate, embora a carta aberta tenha sido publicada cerca de um mês antes.
Saiba mais
Hoje, às 21h20, Lula e Flávio voltam a se enfrentar nos estúdios da Globo. Mesmo sem a checagem oficial na TV aberta, os estudantes pretendem verificar as declarações dos candidatos de forma independente e transmitir o trabalho pela internet.
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