
Sorvetão acusa Globo e Renato Aragão Produções de exploração indevida de sua imagem sem remuneração adequada, enquanto a Globo sustenta que tudo estava previsto em contrato, que os pagamentos foram feitos corretamente à produtora e que os direitos da atriz já estariam prescritos. O desfecho dependerá da análise judicial sobre a validade dos contratos e a aplicação dos princípios jurídicos envolvidos.
Informações de Fábia Oliveira. A ação judicial foi movida por Sorvete, ex-paquita e atriz, em fevereiro de 2025 contra a Rede Globo e a Renato Aragão Produções. O cerne da disputa é o uso de sua imagem vinculada ao programa Os Trapalhões, um dos maiores sucessos da televisão brasileira nas décadas de 1980 e 1990.
Sorvetão alega que, embora tenha participado das gravações e recebido remuneração inicial, não foi devidamente compensada pelas inúmeras reprises e novas formas de exploração comercial do conteúdo ao longo dos anos.
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A emissora reagiu de forma contundente, classificando a narrativa da autora como “absurda” e defende que os contratos originais já previam reprises e comercializações ilimitadas, com critérios de remuneração estabelecidos.
A emissora afirma que os pagamentos foram feitos à Renato Aragão Produções, cabendo à empresa repassar os valores à atriz. e sustenta que os direitos estão prescritos, já que as reprises começaram há cerca de 30 anos, os DVDs há 17 anos e o streaming há 7 anos.
a Platinada invoca o instituto jurídico da “Supressio”, que prevê a perda de um direito quando ele não é exercido por longo período e nega responsabilidade sobre os comerciais da Hering, atribuindo essa questão exclusivamente à produtora de Renato Aragão.
Até o momento da reportagem do Metrópoles, Renato Aragão não havia se manifestado oficialmente nos autos do processo, deixando em aberto sua posição diante das acusações.







