Dino bate o martelo sobre adiamento do fim da escala 6×1

Dino toma decisão

Vinícius Carvalho
Vinícius Carvalho
Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
Flávio Dino (Lula Marques/ Agência Brasil)
Flávio Dino (Lula Marques/ Agência Brasil)

O ministro Flávio Dino, do STF, negou o pedido para suspender o cronograma de transição do fim da escala 6×1 e manteve, por enquanto, os prazos previstos na Emenda Constitucional 141/2026.

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A emenda prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e garante dois dias de repouso remunerado.

A ação foi movida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que considera insuficiente o prazo dado às empresas para adaptação às novas regras.

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Flávio Dino convocou uma audiência de conciliação para o dia 10 de novembro de 2026, com participação de representantes de empregadores, trabalhadores, AGU, Senado, Câmara e PGR.

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O ministro determinou que a audiência trate apenas de questões de implementação da emenda, deixando claro que a redução da jornada e o segundo dia de descanso não serão objeto de negociação.

A CNC argumenta que o prazo de 60 dias é insuficiente para reorganizar escalas, contratar funcionários, revisar contratos e renegociar convenções coletivas, especialmente devido ao período de fim de ano e alta temporada do comércio e turismo.

A entidade pede o adiamento da primeira etapa da mudança de dezembro de 2026 para outubro de 2027 e que a jornada de 40 horas só passe a valer em outubro de 2028.

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Dino afirmou que, numa análise inicial, o prazo de adaptação não parece inviável, mas ressaltou que os argumentos apresentados ainda precisam de exame mais aprofundado.

Até nova decisão, permanece em vigor o cronograma atual: a primeira mudança está prevista para 16 de dezembro de 2026, quando a jornada máxima cairá para 42 horas semanais e passará a haver garantia de dois dias de descanso remunerado.

A decisão mantém o calendário do fim da escala 6×1 e abre discussão apenas sobre como implementar a mudança, não sobre revertê-la.

Vinícius Carvalho
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Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
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