
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou no Senado Federal um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suposto crime de responsabilidade.
De acordo com Vieira, a representação reúne informações relacionadas às investigações do Banco Master e questiona possíveis conflitos de interesses envolvendo o magistrado, sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro.
O documento pede que os fatos sejam apurados pelo Senado Federal antes de qualquer conclusão sobre eventual irregularidade.
Leia também: Morre o cantor Luciano Soul, vocalista do Jazz Cinnamon
Além de Vieira, a representação é assinada por outros 19 senadores:
- Leila Barros (PDT-DF)
- Jorge Kajuru (PSB-GO)
- Flávio Arns (PSB-PR)
- Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
- Styvenson Valentim (Podemos-RN)
- Damares Alves (Republicanos-DF)
- Tereza Cristina (PP-MS)
- Esperidião Amin (PP-SC)
- Cleitinho Azevedo (Republicanos-GO)
- Carlos Viana (PSD-MG)
- Luis Carlos Heinze (PP-RS)
- Mara Gabrilli (PSD-SP)
- Carlos Portinho (PL-RJ)
- Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
- Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
- Sargento Reginauro (PSDB-CE)
- Zequinha Marinho (Podemos-PA)
- Wilder Morais (PL-GO)
O grupo pede que o Senado Federal receba a denúncia, instaure o processo e realize diligências, como a requisição de documentos e a convocação de testemunhas.
Leia também: Presidente Lula pode destituir o Supremo Tribunal Federal? Entenda
Um dos principais pontos da denúncia envolve contratos firmados entre o escritório Barci de Moraes, dirigido pela esposa do ministro, e Vorcaro.
De acordo com a representação, o primeiro acordo, assinado em janeiro de 2024, previa o pagamento de R$ 3 milhões líquidos por mês durante 36 meses, com valor bruto superior a R$ 131 milhões. Um segundo contrato, firmado em maio de 2025, estabeleceu teto de R$ 50 milhões e ampliou a atuação jurídica para incluir investigações criminais envolvendo os controladores do Master.
O pedido também menciona metadados que indicariam que Moraes acessou e alterou versões do primeiro contrato antes da assinatura. O caso segue em investigação do Senado e STF.
Leia também: Neymar tem lesão grave confirmada e vira desfalque no Santos FC






