
A jovem Nathalia Gadelha Filgueiras tinha 12 anos quando começou a voar com o pai, observando o solo se distanciar lá embaixo. Aos 17 anos, ela já tinha sua própria licença de piloto, apaixonada pela aviação assim como seu pai.
Na sexta-feira, 06 de novembro, Allan Filgueiras não conteve as lágrimas ao lembrar da filha que seguiu seus passos. “Ela é minha alma gêmea”, disse ele à CNN. “Ter com quem conversar sobre aviação… Agora, sinto que falta algo na minha vida.”
Nathalia Gadelha, brasileira de 20 anos, era a copiloto do Learjet 60 que, no domingo, 01 de novembro, despencou de uma altitude de 35 mil pés em direção a uma rodovia no sul da Flórida. As nove pessoas a bordo morreram.
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A causa do acidente ainda é desconhecida; as condições meteorológicas e a aeronave estarão entre os diversos fatores a serem analisados durante a investigação do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, na sigla em inglês).
Allan Filgueiras concedeu uma coletiva de imprensa para falar sobre a filha que ele tanto amava. Ele estava acompanhado por seu advogado, que afirmou que Allan desejava ‘preservar não apenas a memória dela, mas também sua reputação’.
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“Não estamos fazendo acusações contra ninguém neste momento”, disse o advogado Stuart Grossman. “Vamos agir da maneira correta. Vamos aguardar as descobertas do governo. Depois, pediremos aos nossos especialistas que analisem as informações e nos digam se concordam ou não. Mas acredito que ninguém deveria interferir no trabalho do governo.”
Para o pai, o que ele deseja que seja lembrado sobre sua filha é o quanto ela era apaixonada pela aviação e o quão talentosa ela era na profissão. Quando ela estava apenas começando, ela disse: “Pai, não há mais nada que eu queira fazer na minha vida a não ser voar”, relembrou ele à CNN.
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“Eu disse a ela que não existe nada neste planeta que você queira tanto que não vá conseguir alcançar”, afirmou Allan Filgueiras. “Portanto, você vai ser a piloto que deseja ser.”







