
Durante uma discussão sobre o Bolsa Família com Luciano Huck, Ana Paula Renault se emocionou ao lembrar do pai, Gerardo Renault, que faleceu enquanto ela estava no BBB.
Ela contou que ele costumava separar recortes de jornais para que ela e amigos se informassem, e foi ele quem lhe mostrou dados sobre o programa social. Ana Paula rebateu declarações de Huck, que havia chamado o Bolsa Família de “ineficiente” e sugerido que o programa gerava acomodação.
“Eu não tô aguentando, porque é o seguinte: quem me mostrou essa pesquisa, que os filhos do Bolsa Família não dependem do Bolsa Família, foi meu pai. O que vai ser de mim, gente?”, declarou ela, chorando.
Pai de Ana Paula Renault era muito fofo
“Eu chegava lá, estava um tanto recorte de jornal pra eu ler, ficar sabendo, pra eu me inteirar… Ele era essa pessoa. Ah, e outra, ele não fazia recorte de jornal só pra mim, não. Dava recorte de jornal para todo mundo, para minhas amigas, para todo mundo que ele lembrava, sabe?”, disse.
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De acordo com Ana, o pai citava o nome dos amigos para quem ela devia entregar o recorte do periódico. “Ele recortava e falava: ‘Ana, entrega pra fulano. Põe o nome aqui, quando ele chegar, quando ele vier aqui em casa, você entrega’. É isso, gente. Eu quero ser essa pessoa”, finalizou.

Ela argumentou que os dados mostram o contrário: mais de 60% dos beneficiários deixaram o programa em dez anos, e entre jovens esse número passa de 70%. Para Ana Paula, o programa não é um “prêmio por pobreza”, mas uma ponte que garante condições mínimas para que famílias possam se reorganizar, manter crianças na escola e ter acesso a saúde. Ela destacou que criticar o programa como gerador de dependência é ignorar evidências e a realidade brasileira.
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Após a repercussão, Huck afirmou que suas falas foram tiradas de contexto. Ele disse ser favorável a políticas de proteção social, mas defendeu que elas sejam aperfeiçoadas com uso de tecnologia e dados, para maior eficiência e para garantir autonomia futura às famílias.
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