
Um decreto publicado na segunda-feira (13) pela Prefeitura do Rio de Janeiro proíbe a veiculação de publicidade de plataformas de apostas, as chamadas bets, em espaços públicos da cidade. A medida vale para locais com publicidade externa, mobiliário urbano e demais áreas cuja exploração dependa de autorização, licença, permissão ou concessão do município.
Segundo a prefeitura, um dos objetivos do decreto é reduzir a exposição da população, sobretudo de crianças e adolescentes, às plataformas de apostas. Além disso, o decreto baixado no Rio também determina que órgãos e entidades da Prefeitura respeitem a nova regra em todos os contratos, concessões, permissões, licenças e autorizações ligadas à exploração publicitária em bens públicos, com a proibição passando a valer para eventos patrocinados, contratados ou realizados pela Prefeitura.
Diarista mata casal de velhinhos ricos por dívida com bets
A fiscalização ficará a cargo da CLF (Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização), responsável por determinar a retirada imediata das publicidades irregulares e aplicar as sanções previstas na legislação municipal, como multas.
No perfil da prefeitura do Rio, a equipe reforçou a determinação. “A decisão reforça o compromisso da Prefeitura com a proteção da população e com o uso responsável dos espaços que pertencem a todos os cariocas. A partir de agora, esses espaços não poderão mais ser utilizados para a divulgação de empresas de apostas, conforme estabelece o decreto publicado pelo Município. Cuidar da cidade também é cuidar do bem-estar das famílias cariocas”, escreveu na legenda do post.
Confira o post, deslize:
Muitos casos só vêm à tona após a morte, pois os dependentes escondem o problema até o limite. A professora Vânia de Souza Borges busca responsabilizar plataformas e influenciadores após a morte do filho Rafael Borges Amaral, de 26 anos, em 2024. Ele perdeu economias, moto e emprego por vício em jogos.
Viúva de policial que morreu após vício em bets faz alerta: “É uma tragédia anunciada”
Uma servidora do IML relatou em redes sociais que pelo menos três mortes registradas no município no último mês têm vínculo direto com dívidas e vício em apostas, e criticou a publicidade agressiva do setor.
Raquel Maria tornou público o que aconteceu com o marido, tenente Danilo Lopes Negrão, de 41 anos, que morreu em 2023 com dívidas de quase R$ 1 milhão contraídas após a Copa do Mundo de 2022. Ela faz alertas nas redes e recebe relatos de outras famílias em situação parecida.
Mãe luta para responsabilizar bets após morte do filho
Esta é uma história comovente e representativa de uma realidade que atinge milhares de famílias no Brasil: o crescimento explosivo das apostas esportivas online e seus efeitos devastadores na saúde mental e na vida financeira de pessoas jovens. Rafael Borges Amaral foi uma das vítimas das bets aos 26 anos. Leia mais…






