Antônio Fagundes – TV Globo/Reprodução

Aos 70 anos de vida e 56 de carreira, Antonio Fagundes ainda hoje se destaca diante de tamanha disposição para continuar fazendo o que tanto almeja: atuar. Ele, que certamente é um dos maiores atores da teledramaturgia nacional, atualmente está no ar na pele de Alberto, na novela ‘Bom Sucesso’.

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Em entrevista concedida à revista Quem, o veterano revela o que faria, caso descobrisse que teria apenas seis meses de vida daqui pra frente, assim como seu personagem na trama das sete. “Eu faria tudo igual, porque a gente não sabe quantos meses tem de vida. Então, é melhor não pensar muito nisso e aproveitar enquanto está vivo. Eu faria a mesma coisa, continuaria minha vidinha, produzindo, fazendo, lendo meus livros”, afirma.

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Sobre o clássico questionamento do medo da morte, Antonio é categórico: “Não tenho medo. Eu não gosto muito, não fico muito confortável, com doença. Mas Schopenhauer dizia que se você tem 15 anos, é jovem, bonito, rico, inteligente, mas não tem saúde, não adianta nada. Melhor ser velho, pobre, feio, cheio de saúde…Eu prefiro isso aí. Quero estar bem de saúde até morrer. Ai é bom, de repente, acabou. As pessoas vão se assustar, mas eu vou sair numa boa (risos)”, dispara.

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Muito bem diversificado, Fagundes se manifestou acerca do assunto de homossexualidade, destacou a compreensão de cada um diante do caso relacionado a orientação sexual, e reflete: “Isso é uma coisa que não deveria estar sendo discutida. É uma coisa na qual as pessoas devem decidir sozinhas se querem ou não. Se as pessoas querem que seus filhos sigam determinados padrões, que eduquem seus filhos desta forma. O Estado não tem o direito de interferir em absolutamente nada do cidadão. O Estado que tem o poder de interferir é um Estado autoritário que nós não queremos.”

Em meio a um dos países que mais assassina gays do mundo, o global avalia em torno de dificuldades para ‘sair do armário’. “Eu não sei porque tem que sair do armário. Sair do armário pra que? É um problema pessoal. Eu não pergunto para você como é sua relação sexual, como foi ontem à noite com seu marido, namorado, pessoa que você ama. Essa necessidade de sair do armário é uma necessidade que a gente entende, é política, é no sentido de que precisamos ter a afirmação do nosso direito. Entendo que algumas pessoas precisam sair do armário para poder lutar politicamente. Mas o resto da população, não. Fica na sua. Cada um na sua”, conclui.



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