Jean Wyllys – Reprodução: Instagram

O deputado Jean Wyllys foi eleito pela terceira vez como deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, mas através de sua rede social, nesta quinta-feira (24) anunciou que irá abrir mão de seu mandato. Quem pode ocupar o lugar de Jean Wyllys na Câmara é o suplente David Miranda (PSOL-RJ), vereador carioca.

Na mensagem divulgada, Jean fez um agradecimento aos seus seguidores e disse que ‘preservar a vida ameaçada é também uma estratégia da luta por dias melhores’.

Preservar a vida ameaçada é também uma estratégia da luta por dias melhores. Fizemos muito pelo bem comum. E faremos muito mais quando chegar o novo tempo, não importa que façamos por outros meios! Obrigado a todas e todos vocês, de todo coração. Axé!”, começou ele.

Em seguida, ele compartilhou um link de uma reportagem feita pela Folha de São Paulo. “Com medo de ameaças, Jean Wyllys, do PSOL, desiste de mandato e deixa o Brasil”.

Eleito pela terceira vez consecutiva deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, Jean Wyllys vai abrir mão do novo mandato. Em entrevista exclusiva à Folha, o parlamentar —que está fora do país, de férias— revelou que não pretende voltar ao Brasil e que vai se dedicar à carreira acadêmica.

Desde o assassinato da sua correligionária Marielle Franco, em março do ano passado, Wyllys vive sob escolta policial. Com a intensificação das ameaças de morte, comuns mesmo antes da execução da vereadora carioca, o deputado tomou a decisão de abandonar a vida pública. “O [ex-presidente do Uruguai] Pepe Mujica, quando soube que eu estava ameaçado de morte, falou para mim: ‘Rapaz, se cuide. Os mártires não são heróis’. E é isso: eu não quero me sacrificar, justifica.

De acordo com Wyllys, também pesaram em sua resolução de deixar o país as recentes informações de que familiares de um ex-PM suspeito de chefiar milícia investigada pela morte de Marielle trabalharam para o senador eleito Flávio Bolsonaro durante seu mandato como deputado estadual pelo Rio de Janeiro. “Me apavora saber que o filho do presidente contratou no seu gabinete a esposa e a mãe do sicário”, afirma Wyllys. “O presidente que sempre me difamou, que sempre me insultou de maneira aberta, que sempre utilizou de homofobia contra mim. Esse ambiente não é seguro para mim, acrescenta.

Confira o registro:

View this post on Instagram

Preservar a vida ameaçada é também uma estratégia da luta por dias melhores. Fizemos muito pelo bem comum. E faremos muito mais quando chegar o novo tempo, não importa que façamos por outros meios! Obrigado a todas e todos vocês, de todo coração. Axé! ✊ ************ "Com medo de ameaças, Jean Wyllys, do PSOL, desiste de mandato e deixa o Brasil" https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/01/com-medo-de-ameacas-jean-wyllys-do-psol-desiste-de-mandato-e-deixa-o-brasil.shtml Eleito pela terceira vez consecutiva deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, Jean Wyllys vai abrir mão do novo mandato. Em entrevista exclusiva à Folha, o parlamentar —que está fora do país, de férias— revelou que não pretende voltar ao Brasil e que vai se dedicar à carreira acadêmica. Desde o assassinato da sua correligionária Marielle Franco, em março do ano passado, Wyllys vive sob escolta policial. Com a intensificação das ameaças de morte, comuns mesmo antes da execução da vereadora carioca, o deputado tomou a decisão de abandonar a vida pública. "O [ex-presidente do Uruguai] Pepe Mujica, quando soube que eu estava ameaçado de morte, falou para mim: 'Rapaz, se cuide. Os mártires não são heróis'. E é isso: eu não quero me sacrificar", justifica. De acordo com Wyllys, também pesaram em sua resolução de deixar o país as recentes informações de que familiares de um ex-PM suspeito de chefiar milícia investigada pela morte de Marielle trabalharam para o senador eleito Flávio Bolsonaro durante seu mandato como deputado estadual pelo Rio de Janeiro. "Me apavora saber que o filho do presidente contratou no seu gabinete a esposa e a mãe do sicário", afirma Wyllys. "O presidente que sempre me difamou, que sempre me insultou de maneira aberta, que sempre utilizou de homofobia contra mim. Esse ambiente não é seguro para mim", acrescenta. (Mais na matéria da FolhaSP que está no stories)

A post shared by Jean Wyllys (@jeanwyllys_real) on

Jean estava sob escolta da polícia desde o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol), no Rio de Janeiro. Eleito com 24 mil votos para o terceiro mandato, Jean já está no exterior, de férias, e disse que não pretende retornar ao Brasil.

Perguntando pelo jornal Folha, sobre o local em que pretende ficar, Jean Wyllys não quis contar: “Eu não vou falar onde estou. Eu acho que vou até dizer que vou para Cuba [ironiza]. Eu sou professor, dou aula. Eu escrevo, tenho um livro para terminar. Eu vou recompor minha vida. Eu vou estudar, quero fazer um doutorado.”

Nos comentários de sua publicação, muitos seguidores de Jean lamentaram a decisão dele e também fizeram um agradecimento.

“Fará muita falta pra nossa luta. Amamos vc”, “te amo, meu amigo. ficar vivo é o que importa!”, “Obrigada, Jean, por sua força e coragem. Estamos aqui”, “Que falta você fará, querido!”, foram alguns dos comentários.

Deputado Jean Wyllys causa ao publicar post beijando amigo na boca

Jean Wyllys/Instagram
Jean Wyllys/Instagram

O deputado Jean Wyllys causou ao publicar uma foto em sua conta no Instagram. No registro, ele aparece beijando uma ‘amizade colorida’ e colocou a seguinte legenda para a imagem: “Você me dá sorte, meu amigo Diego Bresani! Você me dá sorte de cara!”Confira!

Confira também:



27 COMENTÁRIOS

  1. Triste isso nosso país lnfelizmente foi tomado por um povo odioso, preconceituoso e mau carácter a começar por este pulha que se diz presidente, mas se Deus quiser, passaremos por está provação, sim porque como todas as pragas , elas têm um tempo de vida, não duram pra sempre, e vai cair por terra em breve 😒😒😒😔😔😔

  2. Eu não sou chegada nele desde o BBB, mas sair do país comedo de morrer. Acho covardia. Onde vamos parar! E eu nunca gostei dele desde o BBB. E achei a matéria triste e sem saber o que pensar de nossa nação com respeito a todos seres humanos. Não aceitar, é escolha de quem quer, pois ninguém é obrigado a aceitar. E eles também respeitando os que não aceita. Ambas as partes respeito e paz. Para um mundo melhor. Que Deus julgue cada causa.

  3. Lendo os comentários de pessoas que provavelmente não sabem 1% do que Jean Willys representa para a defesa dos direitos humanos e de políticas públicas igualitárias, posso afirmar que esse país não merece pessoas grandes como Jean Willys. Realmente, o povo tem o governo que merece. Afffff

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here