Gloria Groove – Reprodução

Até alguns anos atrás, ninguém poderia conseguir imaginar que um membro vocalista do grupo Balão Mágico e ter engatado participações no ‘Programa Raul Gil’, retornaria como uma drag queen que conseguiu se consolidar na música e virar um dos maiores nomes entre artistas LGBTQ+ do país.

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Gloria Groove é o nome no qual estamos falando. A artista, vale lembrar, nesta última terça-feira (12), acabou por lançar seu mais novo trabalho, um EP intitulado de ‘Alegoria’. Projeto audiovisual, o disco é composto por quatro faixas, que trazem como carro-chefe a canção ‘Mil Grau’. Em entrevista concedida ao Blog do Leo Dias, do portal UOL, a artista explicou como surgiu a idealização do projeto.

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“Achei que era o momento certo para um álbum assim, e tenho uma equipe maluca o suficiente que comprou a ideia”, diz Gloria, que não esconde o processo agilizado na construção da nova empreitada. “Eu não parei para o processo criativo de ‘Alegoria’ em momento algum. De 2017 para cá, eu trabalhei mais singles, me dediquei aos feats, compus para outros artistas também. Estava tudo rolando ao mesmo tempo e eu não consegui parar”, conta.

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Sucesso com suas músicas batidão e que com elementos de funk, rap e outros ritmos musicais trazem letras reflexivas de quem sente na pele os preconceitos, Groove enfatiza a transformação da sociedade: “Nosso papel na transformação da sociedade é tão ativo e tem um impacto tão forte a curto e a longo prazo, que, hoje, crianças tem a referência que eu não tive: uma bicha afeminada e poderosa para olhar e falar ‘eu quero ser assim também’. Eu queria muito ter tido uma Gloria, uma Pabllo Vittar, para me inspirar”, conta.

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No passado, inclusive, a artista alega ter sofrido e muito com tamanha descriminação por ser contrário aos ‘princípios’ impostos pela sociedade até hoje. “Fui uma criança muito afeminada, e ninguém sabe lidar com isso. Os adultos despejavam muita desaprovação, muito ódio em mim. Sofri por ser uma criança viada”, conta ela, que destaca a ajuda da única pessoa, Gina Garcia, sua mãe: “Ela foi a mais maravilhosa possível comigo. Sempre me apoiou em tudo”, diz.



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