Éramos Seis - Zeca e Olga (Globo/Cesar Alves)
Éramos Seis – Zeca e Olga (Globo/Cesar Alves)

Apesar de ser um rosto conhecido no humor, Eduardo Sterblitch fez sua estreia em novelas em Éramos Seis. E começou bem. Passeando pelo humor e pelo drama, seu personagem Zeca tem conquistado o público.

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O papel, que já foi de Osmar Prado (1994) e Paulo Figueiredo (1977), caiu como uma luva para o estreante. “Eu estou feliz que estão curtindo, mas eu ainda estou mais tenso, prestando atenção e atento, do que curtindo. Eu estou curtindo, mas na balança eu estou curtindo menos do que estou aflito. Mas eu acho que quando chegar na balança de estar mais curtindo do que aflito, vai ficar tudo certo. O resultado que eu vejo das pessoas falando, por enquanto, está me ajudando a ficar confiante para entregar o melhor possível”, disse o ator em entrevista ao Área Vip.

Cantar em cena foi outro desafio para o ator, que chegou a ver alguns vídeos da versão de 1994. “O Osmar (Prado) na versão de 1994 também cantava. Quando eu vi alguns vídeos, eu fiquei com um nervoso absurdo porque ele fazia muito bem e cantava também muito bem. Eu sou mais um bufão. No Rei Leão eu seria o Timão ou o Pumba, eu nunca seria o Aladdin, seria sempre o amigo esquisito do Aladdin”, diverte-se o ator, que acredita que o Popstar ajudou um pouco na hora de soltar a voz.  “O Popstar me ensinou bastante, eu só consigo ter cara de pau e me aceitar cantando assim, porque no Popstar eu fui obrigado a fazer isso”.

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Para compor o personagem, Eduardo também recebeu conselhos de Osmar Prado. “Eu deixei à vontade para compor o meu Zeca, porque o Osmar me falou assim: ‘Deixa o seu Zeca aparecer, cola na Duda, fiquem juntos, almocem juntos, tomem café juntos para vocês terem essa coisa de entrosamento e deixa o seu Zeca aparecer’. Foi nesse momento que eu me senti abençoado”, disse o ator, que vem experimentando vários gêneros ao longo da carreira. “Eu nunca tinha feito comédia antes do Desnecessário, que me apresentou ao Pânico, tanto que meu personagem era um sem graça, porque ele não entendia o porque as pessoas estavam rindo. Quando rolou o Pânico e como foi um fenômeno, quando eu sai do Pânico eu quis mostrar que eu sabia fazer de tudo”, lembra.

Em casa, o ator também ganhou a torcida do pai, que já comparou o ator ao personagem. “Meu pai me falou esses dias que está adorando o personagem, porque ele é ótimo, uma pessoa maravilhosa e completamente diferente de mim (risos). Eu sou bem mais quietinho. Eu conheço algumas pessoas que são iguais ao Zeca, que adoram servir ao outro e que estão sempre de prontidão”, brinca. “Ele (o Zeca) não tem mais uma família, os pais dele já morreram e ele  meio que pego a família da Lola (Glória Pires) para ser sua família”, analisa.

Na trama, Zeca acabou se casando com Olga (Maria Eduarda de Carvalho) e acabam tendo um filho atrás do outro. Já na vida real, o ator, casado com Louise D’Tuani, confessa que está adiando a experiência de ser pai. “Eu não penso nisso, mas como eu casei há uns quatro anos e toda a galera está tendo filhos, a Tatá (Werneck) acabou de ter filho  e aí você começa a ver todo mundo e entender: ‘Opa, acho que é para eu ter filho’ (risos). Você fica meio numa pressão da sociedade, não entende e começa a jogar um verde para a sua mulher, ver se ela também quer”, brinca o ator que se diz não fazer muitos planos.  “A gente sabe que vai acontecer, é uma coisa natural… Se a gente puder ter filhos vai acontecer e se a gente vai ter um, dois ou cinco, se vamos adotar uns cinco e vamos ter um… Eu não sei, eu tento deixar o universo definir um pouco. Toda vez que eu tento definir, vem o universo e me dá uma rasteirinha”.

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A parceria em cena com Maria Eduarda de Carvalho não poderia ser melhor para o ator. “Eu fiz Shippados com a Tata (Werneck), que é minha amiga de teatro das antigas e a Tata conhece muito a Duda (Maria Eduarda).  E na época eu pedi opinião sobre a novela. ‘Será que vai dar certo, será que as pessoas vão odiar?’, ainda não estão odiando, mas é possível. A Tatá me perguntou com quem que era e eu falei a galera da direção, o elenco que também é  maravilhoso. E aí a Tatá me falou que a Duda é maravilhosa, uma atriz absurda, muito boa e eu não a conhecia muito bem, porque a gente que faz televisão não vê praticamente nada”, contou o ator, que está adorando a troca com a atriz. “Começamos e entendemos que a gente gosta de inventar e se apropriar do personagem. Esses dias um diretor falou: ‘Vocês só precisam entender que acabou a cena’, porque a gente continua falando. E isso é bom, porque é melhor sobrar do que faltar. Está sobrando afinidade, está sobrando afeto e isso é muito legal. Com as crianças também e eu estou muito feliz, acho que sou sortudo”, comemora.



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