Jonathan Azevedo – Foto: Globo/Victor Pollak

Fruto de um dos projetos beneficiados pelo Criança Esperança, Jonathan Azevedo se orgulha de subir ao palco mais uma vez pra buscar meios de levar a mesma esperança a outros jovens cidadãos para que possam ter as mesmas possibilidades no futuro. Abrindo a apresentação de Iza e Karol Conka, que interpretarão Roda Viva no show na segunda-feira, o artista sobe ao palco para discursar sobre realidade e possibilidades.

Pelo segundo ano, Jonathan será um dos mobilizadores da campanha. “Eu estou muito feliz no meu segundo ano aqui.  Cada vez que eu chego nesse lugar eu vejo o quanto foi importante pra mim tudo que aconteceu no passado que me fez chegar até aqui”, diz o ator, que lembra a importância de Renato Aragão em sua vida. “Ele poderia ter nascido na China, na Colômbia, mas graças a Deus nasceu aqui no Brasil. A gente vive um momento que está um pouco perdido, sem ídolos, sem pessoas que nos tragam a esperança e eu acho que esse cara é uma grande referência de esperança e é isso que eu tenho que buscar quando eu chego nesse lugar. Essa é a mensagem que o Criança Esperança está passando esse ano, é renovar a energia dentro do seu coração, o seu modo de olhar esse mundo , essa vida que você leva”,  ressalta.

Jonathan se inscreveu  na Escola Spetaculu, ONG que desde 1999 oferece capacitação de qualidade para quem tem interesse pelas Artes, as 16 anos. Foi ali que ele deu os primeiros passos até se formar pelo Nós do Morro, no Vidigal. Hoje, ele se considera uma referência de que o dinheiro doado é mesmo investido em instituições que beneficia milhares de jovens Brasil a fora. “Mudou tudo. Depois eu  participei ano passado, as pessoas podem perguntar: ‘O dinheiro que eu doou é verdade mesmo?’. Talvez eu não seria hoje essa referência que você tem de mim, eu não estaria hoje na TV porque se não fossem as doações, eu não teria uma escola como a Spetaculu, que foi a primeira escola que eu me inscrevi quando tinha 16 anos. Como muitos adolescentes agora está procurando um caminho dentro do seu bairro, da sua comunidade, não tem um curso profissionalizante. Eu, ali, encontrei a porta que me fez estar aqui hoje falando com todos vocês. Então, eu acho que eu sou o exemplo e a confirmação que essas doações de fato fazem a diferença”, afirma.

Com uma longa lista de participações em novelas desde 2007, Jonathan se destacou junto ao grande público como Sabiá, na novela ‘A Força Querer’, 2017. Em 2018, além de gravar a série Ilha de Ferro’, o artista conquistou os fãs soltando a voz em Popstar. “Foi um desafio muito grande pra mim. Graças a Deus eu nunca tive problema com jurados, mas pra mim foi uma oportunidade muito grande de levar auto estima pra esses adolescentes. Eu tinha um minuto e quarenta segundos pra cantar e trinta segundos pra olhar pra cada adolescente, cada senhora, de cada pessoa de todo Brasil e falar: ‘acredita, você pode’. Eu cada vez tento aproveita cada segundo que eu tenho de chegar lá e falar: ‘você pode, a vida é essa , a gente pode dançar, a gente pode abraçar’. E foi isso que o Popstar fez  na minha vida”.

A disposição da dramaturgia da Globo, Jonathan não vê a hora de colocar a mão na massa de novo. Enquanto espera, ele se prepara para subir ao palco no teatro. “Eu vou falar do meu processo   pra chegar até aqui. Sobre minhas alegrias, minhas frustrações, como foi lidar com isso tudo de ser artista, eu queria ser atleta, como foi entrar uma psicóloga minha vida. Eu queria conversar com os jovens, com os pais deles, pra gente chegar num consenso onde você pode ser o que você quiser, desde que você seja feliz. Então, esse espetáculo vai falar muito da trajetória de busca pela felicidade”, adianta.

Ao longo da vida, Jonathan admite que já teve problema de baixa auto-estima. “A gente vive num país que não te faz acreditar em você. Você está cercado por questões que não te faz acreditar em você, agora você tem uma ferramenta chamada Instagram e redes sociais, que faz você acreditar mais no outro que em você e fica muito tempo olhando a vida dos outros e não olhando pra sua. Quando eu comecei a ver que eu estava indo por esse caminho entrou na minha vida uma psicóloga”.

Uma das questões que precisavam ser resolvidas para Jonathan era sobre suas origens. “Eu queria muito ir atrás da minha mãe biológica, mas eu não tinha como encontrar de fato, foi uma coisa muito divina que aconteceu na minha vida e eu não tenho como ir atrás dela. Aí eu tive ajuda da psicóloga, da minha mãe e meu pai (adotivos), que conversaram muito comigo pra que eu entendesse que eu tinha que ser feliz com essa vida que eu tenho”, lembrou.

Veja também:



DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here