Fernanda Gentil – Foto: Globo/Victor Pollak

Mais loira do que nunca, Fernanda Gentil volta a apresentar mais uma edição do ‘Criança Esperança’, que terá o show principal exibido na segunda-feira, 19, depois de ‘A Dona do Pedaço’.

A apresentadora estará no palco ao lado de Dira Paes, Leandra Leal, Jonathan Azevedo e Flavio Canto. Desde o ano passado, Fernanda já visitou algumas instituições do projeto.

A questão social, no entanto, não é novidade para ela, que está a frente da Caslu, uma associação beneficente que atende crianças de 2 a 4 anos. Fã da ação desde criança, ela conta que antes de entrar para a TV reunia as amigas para assistir o show do programa todos os anos.

No intervalo do ensaio da atração, onde o Área VIP marcou presença, Fernanda conversou com a imprensa e falou do novo visual, da participação no filme ‘Ela Disse, Ele Disse’, de Thalita Rebouças, que estreia nos cinemas em outubro, mas fez mistério sobre o novo programa de entretenimento que vai apresentar na Globo ainda esse ano.

Como é participar mais uma vez do Criança Esperança?

Esse ano tem o desafio de todos os anos, que é a gente tocar em assuntos importantes, passar mensagens fundamentais, principalmente de otimismo, de alegria e também de esperança, como o próprio nome diz. A gente vai tentar levantar o astral de certa forma. Os shows estão muito legais, as letras das músicas foram delicadamente escolhidas pra tocar cada um. Vamos falar de educação, saúde, raça, classe, cor, de fake news também, um assunto bem atual, bem em alta. A gente tentou fazer uma passada geral nos assuntos do momento, mas sem deixar de falar no que a gente já falou.

Você já visitou instituições amparadas pelo Criança Esperança?

Já, ano passado fui a três, esse ano fui em duas. Conheci as crianças de perto, acho que isso é a grande recompensa de tudo, porque a gente vem aqui, ensaia, chega aqui cedo e sai tarde, mas todo esforço é válido, na verdade não é nenhum esforço, é a coroação de um trabalho poder ver pra onde está indo essa doação, quem está sendo ajudado e quando você chega num lugar desse e vê que realmente uma criança, um jovem, um adolescente que precisam, eu acho que tudo faz sentido.

Você já decorou os números das doações e já doou?

É 0500, o ano que estamos e o valor que a pessoa vai doar. E qualquer valor também pelo site. Eu já doei, sempre por telefone, mas é importante dizer que no site você tem alternativa de valores, a partir de 1 real.

E Sandy e Júnior vai ser o ponto alto do show, na apresentação deles você estava emocionada, vai rolar emoção de novo?

Espero que não, né? Vou tentar controlar. A gente vai chegar um pouco mais cedo, espero que seja útil pra quebrar o gelo, a gente tenta ser profissional, mas também não garanto nada.

Tem um momento ao longo dos anos que o Criança Esperança tenha te marcado mais?

Criança Esperança, quando eu era mais nova, era sempre o momento de fazer um evento lá em casa. A gente se reunia para ver o Criança Esperança pelo show, sempre tinha Sandy e Júnior, a grande atração pra mim, então eu juntava as amigas pra ver. Curiosamente, hoje, eu apresentando parte do programa eu me vejo nesse lugar. Antes eu era telespectadora, ajudava como podia, sempre uma doação por telefone, não só doar, porque o barato era ver aquele espetáculo todo, e hoje sendo mínima parte dessa engrenagem imensa. É muito louco, é emocionante mesmo, eu costumo dizer que, inclusive, é o projeto mais interessante, importante e especial que eu já fiz na casa.

E como você passa essas questões sociais para os seus filhos?

Com muita naturalidade, eu tenho a Caslu, que é uma associação beneficente, então é natural que eles vivam isso, e que eles conheçam essa veia nossa, que eu tento trabalhar muito com eles, muito diálogo, muita verdade, desde pequenos detalhes, tipo achar ruim ter um tênis vermelho porque quer um azul, isso não é pra ser um problema, a gente deixa isso claro, até visitar uma instituição que a Caslu ajuda, que tem 115 crianças de 2 a 4 anos, iguais a eles por fora, porque por dentro são outras questões, outros problemas, outra realidade. Então, lá em casa tem isso esta toda hora em convivência, a realidade nossa, que é melhor que a de muita gente, mas a nossa necessidade de ajudar essas outras pessoas a terem pelo menos algo na cabeça pra ter uma realidade parecida com a nossa.

Esse ponto também contribui pra você participar do programa?

Com certeza, eu me sinto muito em casa no Criança Esperança. Além de ser o projeto mais importante que eu faço aqui dentro por além de  tratar de gente, cuidar de gente e falar de gente, é porque eu me identifico muito com os valores. Eu lembro que no ano passado quando eu fui convidada eu me preparei como eu não me preparei para nenhuma Copa do Mundo. Pra ler o roteiro, estudar, ver referências, entender o Brasil que a gente tava vivendo, melhor do que eu conhecia. Mexe num lugar diferente, que todo muito tem dentro, os gatilhos estão aí, só faltam ser tocados.

Você pode adiantar alguma coisa do seu programa?

Não posso, a gente vai se encontrar em breve pra falar sobre isso.

E o filme, que você vai estrear como atriz?

O filme sai em outubro, um novo desafio. A personagem é uma mãe de adolescente separada, que tenta viver os dilemas e dúvidas da idade.

Você se surpreendeu de você como atriz?

Não, porque na verdade eu não tinha expectativa nenhuma. Eu sabia que não era minha praia, só me diverti mesmo. Só pela amizade que eu tenho com a Thalita (Rebouças). Me diverti muito.

Se tiver um convite pra uma novela você faria?

Acho que não. Meus desafios, meus desejos, meus sonhos não tem nome ou sobrenome, o que vier se eu sentir vontade e tocar nesse lugar especial que eu falei, to indo. Eu sempre gostei de fazer televisão como eu gosto de ver televisão. Antes de começar a trabalhar com isso eu me avaliava muito como telespectadora. Eu gosto de ver aquela pessoa: “nossa, essa menina deve ser gente boa, esse cara dever ser bacana’. Quando você sente que não tem uma grande distância. Eu tentei trazer muito isso pro meu lado profissional, vivendo da maneira mais natural possível, com transparência, encurtando essa distância, que eu acho que hoje em dia é mínima, nunca foi tão pequena, até por conta de rede social, tecnologia em geral. E mostrando uma coisa muito importante, que eu acho, que não tem diferença nenhuma entre quem vê e quem faz televisão. Entre mim e o telespectador, somos pessoas com dores e com delícias e receios e vitórias, como qualquer outro ser humano. Então, acho que essa realidade me aproxima muito e eu gosto muito disso. Me traz um retorno verdadeiro.

A mudança no cabelo repercutiu bastante, como você está se sentindo loira novamente?

A mudança foi na verdade eu voltando a ser eu mesma. Eu fiz uma campanha, tinha um tempo certo, e agora eu queria voltar, porque viajar é bom, mas voltar pra casa é melhor ainda, gostei de ser morena, muito grata a esse período, fiz muita coisa legal, mas a ‘loirisse’ é de alma, não é natural, mas é de alma.

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