
O ex-BBB26 Juliano Floss compartilhou um desabafo nas redes sociais na tarde desta quinta-feira, 01 de outubro, após ser vítima de deepfake sexual. Ele teve sua imagem usada para a criação de um vídeo gerado por inteligência artificial.
O vídeo, com teor pornográfico, foi criado sem a autorização do influenciador e coloca ele em cenas sexuais com o ex-BBB Jonas Sulzbach. Diante do crime, em seu perfil no X, Juliano Floss disse que vai à Justiça contra os autores e que vai identificar os responsáveis.
“Isso é crime porra! Se liguem“, pediu ele, inicialmente em um primeiro post. “Anotando nome por nome, não me da trabalho nenhum achar e processar alguém que tá cometendo um crime contra mim, tem gente que acha que aqui é terra de ninguém só porque não tem o nomezinho e o CPF“, disse o influenciador.
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anotando nome por nome✍️ não me da trabalho nenhum achar e processar alguem que ta comentendo um crime contra mim, tem gente que acha que aq é terra de nmg só pq não tem o nomezinho e o cpf
— JULIANO FLOSS (@julianofloss) October 1, 2026
O crime está passando a se tornar comum no Brasil, mas vale lembrar que o uso de deepfake é punido com base em artigos do código penal como estelionato, quando há ganho financeiro; crimes contra a hora, quando há difamação ou injúria; falsidade ideológica; quando há o uso de informação falsa com efeitos jurídicos e extorsão, quando é acompanhado de obtenção de vantagens.
O Código Penal já tipifica como crime a divulgação de imagens íntimas sem consentimento e a montagem de imagens, vídeos ou áudios com a finalidade de inserir a pessoa em cena íntima.
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Penas podem ser endurecidas
Atualmente, dois projetos de lei concentram o debate no Congresso Nacional: o PL 3.821/2024, que propõe tipificar o crime de manipulação digital de imagens por inteligência artificial e aumentar penas em casos envolvendo mulheres e períodos eleitorais; e o PL 212/2026, que criminaliza a produção de deepfakes gerados ou manipulados por IA. Se aprovados, eles vão prever penas específicas para esta modalidade.
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